Sector Público Cidades inteligentes e tecnologicamente avançadas

Cidades inteligentes e tecnologicamente avançadas

As smart cities são um conceito cada vez mais na moda na sociedade actual, apresentando cidades onde se promove o desenvolvimento e a produção de soluções urbanas inovadoras.
Cidades inteligentes e tecnologicamente avançadas
C-Studio 18 de janeiro de 2018 às 15:03

A ideia de transformação digital está um pouco por todo o lado, nos conceitos que mudam, na forma de trabalhar que se aprimora, no dia-a-dia das cidades que se tornam mais eficientes e "amigas" do cidadão.

 

As novas plataformas tecnológicas têm permitido assegurar um vasto conjunto de mudanças, e as cidades, enquanto aglomerados urbanos plenos de vida, não são excepção.

 

A transformação digital chegou à cidade, criando as denominadas smart cities que, mais do que "simples" cidades digitais, são verdadeiras cidades inteligentes. É um conceito baseado em recentes inovações tecnológicas que tornam os municípios optimizados permitindo, por exemplo, um crescimento planeado e pensado tendo em conta os benefícios reais para quem lá vive e/ou trabalha.

 

As smart cities deitam mão a tecnologias avançadas de comunicação e informação com o intuito final de promover um desenvolvimento sustentável, um crescimento económico efectivo e ainda a clara melhoria da qualidade de vida de cada cidadão.

 

Em última análise, viver ou trabalhar numa cidade inteligente em que tudo se encontra conectado é sinónimo de passar a contar com acesso gratuito a wi-fi público de alta velocidade e a um funcionamento interligado de sistemas de iluminação, tráfego, transportes públicos, entre muitos outros. Contas feitas, uma smart city resulta da interligação efectiva e eficaz entre as várias iniciativas tecnológicas, assegurando-se eficiência no uso dos recursos, da mobilidade e dos serviços.

 

O nosso país não perdeu o comboio do desenvolvimento tecnológico neste campo e criou, ele também, uma Rede Smart Cities Portugal com o objectivo de promover o desenvolvimento e a produção de soluções urbanas inovadoras, de forma integrada, com vista à estruturação da oferta e sua valorização nos mercados internacionais. Esta rede permitirá ainda potenciar a participação das cidades portuguesas no mercado das cidades inteligentes e "ajudar a afirmar a imagem de Portugal como espaço de concepção, produção e experimentação de produtos e serviços para smart cities", refere a INTELI.

 

Portugal conta já com alguns bons exemplos da forma como as tecnologias ajudaram a mudar a rotina diária das cidades. Um dos exemplos neste campo é Cascais já que, nos últimos anos, o município tem vindo a tornar-se cada vez mais "inteligente" no âmbito do conceito smart cities.

 

Ali aplicam-se já, em contexto real, algumas ideias de índole tecnológica, como alugar bicicletas num ponto e entregá-las num outro mais conveniente, recorrendo apenas a um smartphone (cujo conceito existe também já no Parque das Nações em Lisboa, através da oferta Gira); ou, em contrapartida, assegurar-se de que o lixo urbano só é recolhido quando efectivamente necessário. Um outro projecto associado a este último diz respeito à possibilidade de instalar sensores nos carrinhos utilizados pelos cantoneiros, de forma a recolher dados sobre o serviço e, desta forma, melhorar a sua eficiência e prestação assegurando que se torna a limpeza urbana mais inteligente.

 

A norte, Braga é também uma smart city a ter em conta, nomeadamente ao nível da optimização dos transportes públicos. O município deitou mão ao conceito Internet of Things (IoT) e deverá passar a contar com cerca de 120 autocarros públicos, ligados à rede da cidade e prontos para recolher dados que, posteriormente, visam contribuir para melhorar a mobilidade em Braga e ajudar na tomada de decisões.