Gestão & Administração Cinco estratégias para motivar equipas na era da transformação digital

Cinco estratégias para motivar equipas na era da transformação digital

A componente financeira está longe de ser a única a influenciar a motivação e a satisfação de um colaborador com o projecto ou empresa em que está integrado. Há outros aspectos que devem ser trabalhados em contínuo.
Cinco estratégias para motivar equipas na era da transformação digital
C-Studio 09 de agosto de 2017 às 11:23
A transformação digital representa um desafio para todos os que nela são envolvidos. O momento é de mudanças profundas nas empresas que, de forma mais ou menos abrupta, vêm alterando processos de negócio, introduzindo novas tecnologias ou apostando em conceitos de mobilidade, para se manterem competitivas e explorarem novas oportunidades de negócio.

Manter toda a equipa focada nos objectivos e motivada nem sempre é tarefa fácil, sobretudo quando no horizonte estão alterações que se compreendem mal, ou quando há simplesmente perspectivas de mudança, sempre vistas com reticências e algum desconforto.

Por tudo isto, é importante nunca perder de vista que, dependendo do sucesso da organização de equipas motivadas e empenhadas nos objectivos, que remem no mesmo sentido, guardar para os momentos de maior instabilidade as preocupações com a motivação dos colaboradores é um erro que pode ter consequências graves.
Manter equipas motivadas e alinhadas com o projecto deve ser uma preocupação constante dos gestores, para que nas alturas cruciais encontrem no terreno as respostas que pretendem. E vale a pena sublinhar que as compensações financeiras não são a única forma de manter equipas satisfeitas e prontas a vestir a camisola em momentos críticos. Por razões óbvias o dinheiro é importante, mas no dia-a-dia há um conjunto de boas práticas que vale a pena seguir. Aqui ficam cinco:

1. Comunicação clara

É fundamental garantir que a empresa é clara na sua forma de comunicar. Que todos conhecem os objectivos da organização e a estratégia que pretende seguir para lá chegar. Dependendo da estrutura, sobretudo da dimensão e da diversidade de funções, é possível que a mesma mensagem não sirva para todos os colaboradores. Provavelmente terá de ser adaptada, tendo em conta os pontos mais importantes da estratégia para cada área de negócio específica, por exemplo.

2. Gestão de proximidade

Uma forma eficaz de perceber se a comunicação flui pela organização com a eficácia que se pretende é manter uma proximidade física com os vários departamentos. Ouvir as pessoas, estar com elas frequentemente no seu posto de trabalho e manter um contacto suficientemente próximo para perceber se há problemas, insatisfações ou queixas. Conseguir resolver pequenas questões, antes de se transformarem num problema maior, é uma forma de mostrar aos colaboradores que a sua opinião importa e que a sua satisfação no local de trabalho é relevante.

3. Promover interacções para conhecer os colaboradores

Criar espaço e iniciativas que promovam a troca de ideias e experiências e permitam a quem gere recolher informação sobre o que motiva, preocupa ou estimula cada colaborador é importante. Não apenas para ter acesso a múltiplas perspectivas sobre um mesmo tema, o que pode ser importante para o desenvolvimento de um novo produto ou serviço, mas também para dar espaço a cada funcionário para se dar a conhecer. A empresa vai percebendo como pode ir ao encontro das expectativas de cada membro da equipa, ao mesmo tempo que pode potenciar a sua produtividade.
Nuns casos isso pode significar apoiar o interesse do funcionário numa nova área de conhecimento, noutros dar-lhe flexibilidade para trabalhar em casa e noutros ainda por lhe dar uma oportunidade para participar num novo projecto, numa área diferente da sua, mas onde tem conhecimentos sólidos, por exemplo.

4. Propor desafios, competições saudáveis

Se todos os colaboradores têm noção dos objectivos da empresa e de como vão chegar ao terreno, tentar transformar cada fase da tarefa num desafio que todos integram pode ser uma boa estratégia para envolver a equipa e fazê-la sentir a relevância do seu contributo para o alcance de um objectivo que é de todo o grupo e, como tal, será reconhecido por todo o grupo. Cumprir tarefas é à partida menos atraente do que ultrapassar desafios. Vale a pena definir desafios claros, estabelecer metas e métricas que permitam medir a sua evolução e fixar objectivos de curto prazo. Alcançar resultados de forma relativamente rápida vai manter o interesse das equipas na missão.

5. Reconhecer o mérito

Repreender cada erro e deixar passar em claro uma boa prestação porque é o que se espera de alguém na sua actividade profissional pode ser verdade, mas não é boa política. O reconhecimento do mérito, com simples palavras ou através de incentivos é um estímulo e um factor de motivação indiscutível, que vai reforçar o sentimento de pertença ao grupo e do contributo dado para que este alcance bons resultados. O reconhecimento de mérito ou de um objectivo atingido pode ter uma compensação associada, que não precisa de ser financeira. Pode ser convertido numa oportunidade para participar em eventos da sua área de interesse, uma oportunidade de formação, para ganhar serviços ou produtos negociados com parceiros ou dias de folga, por exemplo.