Gestão & Administração Cinco melhores práticas no processo de transformação digital

Cinco melhores práticas no processo de transformação digital

Abraçar uma estratégia de transformação digital no seio de uma organização implica, só por si, estar ciente de um conjunto de práticas que é necessário seguir para fazer chegar o projecto a bom porto.
Cinco melhores práticas no processo de transformação digital
C-Studio 15 de fevereiro de 2017 às 18:17

As empresas, independentemente da sua dimensão, assumem riscos de disrupção derivados das novas tecnologias, de novos players e ainda das novas formas de fazer negócio.

 

Bem vistas as coisas, a transformação digital dos negócios acaba por ser uma efectiva mudança de paradigma que abre as portas a todo um novo mundo de oportunidades e, igualmente, de desafios.

 

Esta é uma realidade que as administrações devem obrigatoriamente analisar e endereçar, assegurando-se de que as organizações são capazes de se reinventar para dar resposta aos desafios dos dias que correm.

 

Nesse sentido, há um conjunto de boas práticas a seguir que podem muito bem ser o segredo do sucesso em matéria de transformação digital.

 

1. Liderança, visão e definição de estratégia

 

Criar um conceito de negócio digital ou imprimir esse ritmo a uma empresa mais tradicional é o primeiro passo no sentido da efectiva transformação, ajudando a escalar rapidamente e a construir negócios altamente competitivos e automatizados. Mas isto não se faz sem uma liderança forte e um bom exemplo do lado da administração das organizações, até porque o processo deve começar no topo da pirâmide e abraçar, a partir daí, todos os elementos dentro da organização.


2. Sinergias precisam-se

 

Encontrar sinergias entre o negócio tradicional e o negócio digital é importante e um desafio acrescido para as administrações das organizações. Na realidade, as grandes empresas que há muitos anos se estabeleceram no mercado enfrentam o desafio adicional de equilibrarem eficazmente a sua vontade (e, mais do que isso, necessidade) de se tornarem digitais em termos de produtos e serviços com a parte claramente mais tradicional do negócio. E a tentação de proteger o "core business" de uma possível canibalização levada a cabo por iniciativas digitais pode não ser o melhor caminho a seguir por raramente se mostrar acertado, embora seja uma das opções mais comuns entre as organizações. A escolha certa passa antes por saber juntar, numa combinação perfeita, o lado físico ao lado digital do negócio, com grande e indiscutível sucesso.

3. Pensar e agir digital

 

Identificar os factores-chave externos e internos que virão a ter, sem sombra de dúvida, um maior impacto no sucesso do negócio a curto prazo é crucial para se atingirem as metas às quais se propõe este tipo de estratégias. O trabalho passa pela definição e planeamento de uma agenda que ajude a identificar esses factores e apontar os mais relevantes, quer no curto quer no longo prazo.

Mas mais do que isso, deverá existir um claro comprometimento com a transformação digital até porque, embora esta apresente uma série de riscos que podem vir a contribuir para o seu insucesso, o maior deles será certamente o facto de as organizações nem sequer a abraçarem, conduzindo a situações de alguma obsolescência. Contas feitas, é preciso apanhar o comboio da digitalização enquanto é tempo e não deixar passar as oportunidades em branco.

 

 

4. A cultura empresarial adapta-se ao digital

 

Processos há muito estabelecidos e os denominados trabalhadores da era do conhecimento, habituados às suas rotinas de trabalho, podem ser elementos decisivos, pela negativa, nas estratégias de transformação digital trabalhando para emperrar a engrenagem mesmo que indirectamente.

Para inverter a tendência, o negócio tem obrigatoriamente de promover uma cultura de actualidade, modernização e empreendedorismo dentro da organização e aos seus mais diferentes níveis. Deverá ainda tornar-se claro que o processo de digitalização está a ser trabalhado no sentido de promover o sucesso do negócio, da organização e de todos os elementos da equipa.

Importa também entender o impacto que a transformação digital terá, criando-se mapas e pontos de informação como parte de todo o processo, para assim guiar a empresa e os seus elementos nas mudanças que se exigem.

Só desta forma será possível envolver e cativar equipas e garantir que o trabalho chegará a bom porto.

5. A cada empresa a sua estratégia

 

É importante ter em conta que uma abordagem a estratégias digitais pode variar de acordo com os principais objectivos de cada empresa e igualmente com os resultados que se procuram; pode variar ainda de acordo com as condições do próprio mercado e na natureza e condições em torno de cada ambiente empresarial.

Será fácil perceber, por isso, que se o objectivo principal passar por fazer crescer o negócio e liderar o mercado com base num produto ou serviço digital já existente, numa área estável e na qual actue um elevado número de empresas, então a solução é optar por uma forma mais tradicional de analisar o mercado ou as suas necessidades, seguida de um planeamento, execução e avaliação rigorosas.

Pelo contrário, quando se procura fazer crescer um ecossistema para um serviço ou tecnologia digital em particular, sendo ao mesmo tempo um forte líder num sector altamente fragmentado, então a opção deverá recair numa estratégia digital que permita um envolvimento da indústria, coopetição e melhor orquestração de ideias.