Gestão & Administração Cinco mitos sobre transformação digital que importa evitar

Cinco mitos sobre transformação digital que importa evitar

São ideias preconcebidas no âmbito dos processos de modernização tecnológica, mas que devem ser desmistificadas para que cada organização adopte sem medos este caminho de futuro.
Cinco mitos sobre transformação digital que importa evitar
C-Studio 10 de janeiro de 2018 às 15:48

Atingir a meta da eficiência, da inovação e da competitividade que a transformação digital promete fornecer é o objectivo central das administrações e quadros C-level dentro das organizações. Mas, se o objectivo passa por liderar todo o processo de transição tecnológica da organização, o primeiro e importante passo a dar será, certamente, compreender as diversas realidades da transformação digital, avaliar cada uma delas e nunca se deixar seduzir pelo "hype".

 

É certo e sabido que o caminho para a transformação – a par de várias outras iniciativas corporativas – comporta riscos que podem claramente compensar, quando avaliados em face às mais-valias que este tipo de opção trará ao dia-a-dia da empresa e aos seus resultados em termos de negócio.

 

E, embora os conceitos e as estratégias subjacentes à transformação digital não sejam propriamente novos, a realidade é que repensar a melhor forma de as organizações utilizarem a tecnologia para melhorar aquilo que são os seus fluxos de trabalho e promover mais receitas ou novos modelos de negócio nem sempre se revela tarefa fácil.

 

Em todo este processo existem alguns mitos a ter em conta, ideias preconcebidas que importa desmistificar para que o caminho se faça com sucesso:

 

Mito #1

A transformação é total e para todos

Talvez nem todas as empresas, processos ou modelos de negócios requeiram, obrigatoriamente, a implementação de práticas de transformação digital.

Lembre-se de que não falamos aqui de uma mera actualização de software, mas sim de um processo alargado de modernização tecnológica que engloba diversas vertentes, modelos e plataformas dentro da organização.

Assim sendo, o primeiro passo a dar antes de transformar digitalmente os processos passa por avaliar os que necessitam desta transformação e de que forma beneficiariam com a mesma.

 

Mito #2

A transformação digital é uma função das TI

Em face à existência de recursos digitais novos e emergentes, que afectam todas as áreas do negócio dentro de uma dada organização, importa não esquecer que esta modernização tecnológica é de todos e para todos. Na verdade, não falamos aqui de um processo que diz apenas respeito ao departamento de TI, mas antes de algo que é tanto sobre a liderança como sobre a tecnologia em si.

 

A transformação digital deverá começar no topo da organização; uma estratégia que tem de ser entendida e abraçada pelos executivos da empresa e que requer uma nova liderança digital e uma mentalidade, também ela, inteiramente nova.

 

Só desta forma será possível depois escalar às várias áreas de negócio e chegar com eficácia a todos os membros de uma organização, seja em que nível for. Administração de topo, C-level, marketing, vendas, todas as áreas e todos os recursos são afectados pela transformação digital e devem também envolver-se nela. Tanto ou mais do que o próprio departamento de TI.

 

Mito #3

Só as empresas financeiramente bem-sucedidas devem avançar

Será que apenas as organizações mais rentáveis ??são efectivamente propensas a lançar projectos de transformação digital bem-sucedidos? Talvez não seja exactamente assim.

 

Lá diz o velho ditado que "em equipa que vence não se mexe". Talvez não seja necessário levar o dito popular tão à letra, mas a verdade é que se uma empresa conta com processos bem-sucedidos e até financeiramente rentáveis, então poderá colocar esses de lado e começar por transformar primeiro aqueles que apresentam resultados menos bons.

 

A tecnologia está aí para ajudar claramente o negócio e o conceito de transformação digital passa também muito por isso: melhoria de processos, melhoria de resultados, melhoria do dia-a-dia de uma dada organização. Reúna a sua equipa, analise aquilo de que precisa, o que corre melhor e pior e só então deverá dar luz verde ao projecto e embarcar nesta viagem.

 

 

Mito #4

Transformação digital implica reduzir recursos humanos

Nada mais errado do que pensar que a modernização tecnológica é sinonimo de despedimentos e redução de recursos. O facto de este ser um processo que faz uso da inteligência artificial (IA) e de "machine learning", pode levar a pensar que o seu objectivo final é eliminar trabalho humano.

 

Mas, mesmo recorrendo às mais avançadas máquinas suportadas em IA, a realidade é que se torna sempre necessário contar com recursos mais ou menos especializados para realizar certas tarefas; as máquinas e toda a tecnologia trazida pela transformação digital servirão apenas para melhorar o trabalho, refinar resultados e tornar os processos de negócio mais eficazes.

 

Na realidade, são vários os especialistas que defendem que quanto mais automação e análise de dados as organizações adoptam, mais recursos humanos são necessários; a IoT ajuda a melhorar a busca de informações, mas a interacção humana é indispensável para tirar real partido desta busca, por exemplo.

 

 

Mito #5

Transformação digital termina na implementação

Na verdade, a implementação é apenas o início da viagem. Sistemas altamente funcionais asseguram resultados melhores e elevam a fasquia de negócio e dos recursos humanos que passam a procurar novas ferramentas com capacidade para lhes dar resposta a maiores requisitos.

A transformação digital é um processo em contínuo que assegura melhorias a diferentes níveis, mas que implica uma constante avaliação da realidade da empresa, dos cenários de negócio que esta enfrenta e das ferramentas tecnológicas que existem para suporte ao trabalho. São vários os especialistas que asseguram que a transformação se faz todos os dias, um pouquinho em cada momento.