Gestão & Administração Coaching: como se posicionar na era da competitividade digital

Coaching: como se posicionar na era da competitividade digital

As tecnologias pressionam a gestão e os RH estão a mudar a um ritmo alucinante. As empresas precisam cada vez mais de ajuda para encontrar os novos caminhos da produtividade e os profissionais para corresponder aos desafios que se impõem.
Coaching: como se posicionar na era da competitividade digital
C-Studio 02 de junho de 2017 às 09:58

O mercado de trabalho já não é o que era; os novos recursos profissionais chegam às organizações moldados pelas tecnologias digitais, pelos equipamentos (cada vez mais) multimédia e "multitask" e pelas novas plataformas sociais.

 

São a geração "millennials", os X, os Y, os Z, que vieram revolucionar a face do capitalismo preferindo a experiência à posse e obrigando a larga maioria das empresas a transformarem-se nas novas Uber do mercado. O conceito de partilha está muito mais enraizado neste tipo de jovens adultos e o dinheiro é para gastar em outro tipo de "aventuras".

 

Talvez por isso, e segundo estudos recentes, desde 1989 que não existia nos Estados Unidos da América tão poucos jovens endividados (com menos de 35 anos). É certo que, neste particular, a crise tem também ajudado a refrear ímpetos consumistas, mas os "millennials" olham, definitivamente, para o mundo com outros objectivos.

 

São também estes os novos profissionais que estão agora a chegar às empresas e com as quais os departamentos de recursos humanos começam a ter de lidar. São, por outro lado, profissionais que chegam a empresas cada vez mais competitivas e com objectivos de trabalho e metas consideravelmente elevadas.

 

Neste particular, o conceito de "coaching" começa a ganhar adeptos e assume-se cada vez mais como algo que está na moda. "Coaching" é uma palavra em inglês que indica uma actividade, regra geral, de formação pessoal em que um instrutor ajuda o seu cliente a evoluir em alguma área da sua vida.

 

Do lado das empresas, o "coaching" de equipas assume-se, claramente, como uma tendência a ter em conta. Serve para melhorar o modo como a equipa trabalha e se relaciona entre si, para atingir melhores resultados e corresponder aos novos desafios do mercado de trabalho (a todos os seus níveis).

 

Mas o "coaching" não pode e nem deve ser visto apenas ao nível dos departamentos de RH ou outros dentro da organização, mas também muito no âmbito da ajuda que presta aos novos profissionais no sentido de corresponderem profissionalmente num mercado de trabalho cada vez mais competitivo e sem fronteiras físicas ou virtuais.

 

O "coaching" tem ganho relevância nos últimos anos e é uma prática comum no apoio a atletas de alta competição, mas é também cada vez mais usado por profissionais de outras áreas. E a tecnologia não é excepção.

 

A verdade é que estar preparado para a próxima oportunidade de evolução na carreira dentro de uma dada empresa, corresponder a um novo emprego, ou mesmo ter os recursos para lançar um projecto pessoal exige a renovação constante de competências ao nível da formação.

 

É preciso estar a par das últimas tecnologias, mas num mundo em que as chamadas"soft skills" são cada vez mais relevantes, é preciso mais do que isso e há cada vez mais quem recorra ao "coaching".  

 

Entre as motivações que suportam quem procura este tipo de apoio contam-se desde a capacidade de lidar com o stress à necessidade de relacionamento com equipas virtuais de vários pontos do globo – o que requer uma adaptação por parte do profissional, não só ao modo de relacionamento, que é distinto do presencial, como também à gestão de emoções na resolução de problemas.

 

O "coaching" executivo é igualmente muito procurado, nomeadamente nas funções de gestão ou liderança, que são contextos de grande solidão ao nível da tomada de decisão estratégica e táctica. Nestes casos, o "coaching" funciona como um espaço de pensamento assistido e desafiado, importante para um sucesso que nestas posições de liderança apela cada vez mais à inteligência emocional e relacional.