Mobilidade Digitalmente envolvidos são mais produtivos

Digitalmente envolvidos são mais produtivos

Os smartphones, a internet, o comércio electrónico, as redes sociais, as plataformas tecnológicas para a melhoria do trabalho devem passar a fazer parte do dia-a-dia das organizações.
Digitalmente envolvidos são mais produtivos
C-Studio 15 de fevereiro de 2017 às 17:55

"Lá em casa, o despertador já tocou há mais de uma hora. Despachadas as rotinas matinais, pegou no casaco, na mala e saiu. Enquanto pára para beber um café, olha para o smartphone e verifica o seu e-mail em busca de mensagens novas; responde a duas ou três, as mais urgentes.

 

Aproveita para ligar o tablet e, antes de ler as primeiras notícias do dia e espreitar as redes sociais, vai ainda rever e completar as notas da última reunião do dia anterior com um importante cliente e envia-as para a empresa; acedeu à rede da organização através de uma rede privada virtual que, via internet, permite interligar duas ou mais redes locais, distintas, criando uma espécie de túnel entre elas.

 

Desta forma, tem acesso a tudo o que são recursos de rede partilhados que se encontram na sede da empresa, como impressoras, pastas partilhadas e aplicações, pelo que, nesta altura, já deu também ordem para fazer seguir a encomenda e, em paralelo, informa o departamento financeiro para mandar sair a factura.

 

O café terminou, entretanto, e agora, segue calmamente para o seu escritório. Começou mais um dia de trabalho."

 

Muitos dos que nos lêem podem até pensar que este é o cenário do trabalhador do futuro; um futuro próximo, mas, ainda assim, futuro. Nada mais errado.

 

É já assim que funcionam as novas empresas nativas digitais, 24 horas conectadas e preparadas para responder às necessidades dos profissionais actuais, muitos deles enquadrados pela geração dos "millennials" com hábitos digitais profundamente enraizados.

 

São profissionais que não se deixam encantar com o conceito de emprego para a vida, mas antes com a oferta de plataformas de trabalho o mais digitais possível. A internet faz parte da sua vida desde sempre; os balcões bancários tornaram-se obsoletos para estes clientes que já só utilizam o "e-banking"; o posto de trabalho arrumadinho com um PC de secretária e acesso lento à web já era.

 

Estes profissionais preferem gastar dinheiro em viagens e na sua formação, no enriquecimento do seu currículo e das suas experiências e vivências em vez de terem como certo um emprego "aborrecido" e o salário no final do mês.

 

São também profissionais que se sentem mais envolvidos se digitalmente activos dentro da organização e que se tornam largamente mais produtivos neste tipo de cenários.

 

Os smartphones e os tablets, a internet, o comércio electrónico, as redes sociais e tudo o que são plataformas tecnológicas para a melhoria do trabalho devem (obrigatoriamente) passar a fazer parte do dia-a-dia das organizações.

 

Por isso mesmo, falar de transformação digital e da necessidade de digitalização dentro das empresas é falar de uma realidade incontornável. A questão é saber se já todos se aperceberam disso.

 

Na verdade, a larga maioria das organizações tem esta situação como certa e espelha a consciência de que ela é imperativa para assegurar o cumprimento dos seus processos, e para atingirem os seus objectivos de negócio.

 

Mas estas são alterações que se fazem não apenas no âmbito mais teórico dos processos, antes devem envolver fortemente as pessoas promovendo-se uma cultura tecnológica forte dentro das organizações.

 

Para tanto, importa, logo à partida, que administradores, gestores e responsáveis de recursos humanos, de uma maneira geral, tenham a capacidade de perceber e responder aos apelos dos seus colaboradores ao mesmo tempo que devem também fomentar uma análise estratégica das necessidades de digitalização de processos internos da sua organização.

 

Trazer o digital para dentro de portas é abrir essas mesmas portas a mais e melhores profissionais, que exigem o acesso "omnichannel" e capacidade de integração, e que procuram avidamente novas possibilidades de desenvolvimento profissional e pessoal.

 

Se é certo que as plataformas digitais tornam mais difícil a retenção de talento, também não é menos certo que facilitam a sua procura e permitem fomentar a produtividade de quem se contrata. E esta é uma verdade que as organizações não podem (nem devem) ignorar.