Gestão & Administração Há mais poder na “cloud”

Há mais poder na “cloud”

A necessidade de maior agilidade no desenvolvimento aplicacional, de optimização e modernização das TI abre espaço às nuvens e aos modelos de consumo de recursos de TI flexíveis, escaláveis e ágeis que elas sustentam.
Há mais poder na “cloud”
C-Studio 09 de março de 2017 às 11:40

Em 2020, 43% do orçamento empresarial de TI em Portugal será centrado em plataformas "cloud" (públicas e privadas). A previsão é avançada pela IDC e o factor surpresa não é coisa que assista a esta conjectura.

 

A "cloud" é um contexto amplamente discutido no meio empresarial e o valor que comporta há muito que já convenceu as empresas a iniciar uma viagem rumo a esta nuvem de vantagens.

Umas mais ágeis do que outras nos preparativos para a viagem, o que é certo é que a tendência mundial é para que as organizações continuem a avançar.

 

De acordo com os resultados do "IDC 2016 CloudView Survey", que envolveu 11.350 empresas, mais de 51 % das organizações esperam que, dentro de dois anos, a maior parte das suas TI seja fornecida através de algum tipo de serviço "cloud" – público, privado ou híbrido. E 77 % das organizações esperam alocar pelo menos 10% do seu orçamento de TI para a "cloud" pública. Este tipo de "cloud", ao que tudo indica, tem margem para crescer a um ritmo mais acelerado. O relatório anual "Cisco Global Cloud Index (2015-2020)" dá conta disso mesmo. Em 2020, 92% das cargas de trabalho serão processadas na "cloud" e 68% (298 milhões) das cargas de trabalho "cloud" deverão ser processadas em "data centres" de "cloud" pública, o que representará uma taxa de crescimento anual de 35%.

 

A "cloud" é uma força altamente disruptiva e mobilizadora de investimento que conduz as empresas no actual ambiente competitivo, no qual a flexibilidade é um trunfo diferenciador. SaaS ("Software as a Service"), PaaS ("Platform as a Service"), IaaS ("Infrastruture as a Service"), são modelos de utilização de recursos na nuvem que associam níveis de eficiência operacional e taxas de ROI atractivas para os gestores, que a elegem como plataforma principal para sustentar os processos de transformação digital que emergem nos diferentes sectores.

 

Segundo a Gartner, até 2021 mais da metade das organizações a nível mundial que já utilizam "cloud" em algumas áreas vão ponderar a implementação de estratégia totalmente assentes na nuvem. A consultora afirma que a inovação trazida pela "cloud" "mudou as expectativas e as competências do departamento de TI", sendo actualmente um "catalisador para o desenvolvimento das organizações".


Vantagens que justificam a viagem

•    A "cloud" traz vantagens financeiras – o modelo de pagamento como um serviço agrada aos gestores, que gerem o consumo de recursos à medida das suas necessidades.

•    Investimentos controlados – em tempos de constrangimentos económicos, como os que têm comprometido os orçamentos das empresas, poder ter o poder de computação sem investimentos em infra-estruturas e licenciamentos dispendiosos é uma soma de valor acrescentado.

•    Custos fixos previsíveis – a flexibilidade da "cloud" evita o factor surpresa na factura a pagar. A previsibilidade dos custos agrada aos gestores, que pagam e escalam a sua infra-estrutura ao ritmo do negócio.

•    Maior transparência e visibilidade – além dos planos de custos, a visibilidade dos recursos e aplicações permite que a gestão seja feita de forma transparente e a monitorização dos desempenhos seja mais eficaz. A instalação, a configuração, a manutenção e a actualização são operações que saem beneficiadas.

•    Mais agilidade – com a concorrência à espreita a cada esquina, as empresas não podem deixar que o "legacy" tecnológico as prenda ao passado. Os negócios digitais nativos estão a pressionar a inovação e quem não acompanhar o ritmo corre o risco de ficar pelo caminho, pelo que as empresas têm na "cloud" um trunfo de inovação permanente disponível.