Mobilidade IoT: nasceu uma nova realidade na comunicação entre dispositivos

IoT: nasceu uma nova realidade na comunicação entre dispositivos

O desafio de processar, de forma segura e eficaz, a imensidão de dados saída da Internet of Things é cada vez maior e mais evidente entre as empresas de TI, mas não só.
IoT: nasceu uma nova realidade na comunicação entre dispositivos
C-Studio 17 de março de 2017 às 10:29

Os dispositivos estão em todo lado, sempre conectados, sempre a produzir e a receber dados. Contas feitas, actualmente, a gestão de toda a informação que produzem é, verdadeiramente, essencial mas também bastante difícil de assegurar.

 

Na realidade, tudo aquilo que possa ser conectado vai mesmo acabar por ser, o que tem levado as organizações, quer do sector público quer do privado, a procurarem novas e melhoradas formas de alavancar essa conectividade.

 

Segundo dados do "Mobility Report", elaborado pela Ericsson, a Internet das Coisas (IoT na sigla em inglês) deverá ultrapassar os telemóveis, reclamando para si o maior número de equipamentos conectados até 2018.

 

Entre 2015 e 2021, o número de dispositivos IoT conectados deverá registar um crescimento anual de 23 por cento, sendo que, do total, a área da IoT móvel deverá assegurar a maior taxa de crescimento.

 

Por seu turno, a Ericsson revela ainda que, dos 28 mil milhões de dispositivos conectados até 2021, qualquer coisa como 16 mil milhões vão ser dispositivos IoT.

 

Neste campo, a liderança cabe à Europa Ocidental, com um crescimento de ligações IoT na casa dos 400 por cento até 2021.

 

Os números dão bem conta da importância que este tipo de dispositivos tem vindo a assumir nos últimos anos e da relevância cada vez maior que assumirá no mercado tornando determinante a capacidade das empresas em gerirem a avalancha de dados que aos poucos se vai formando.

 

Conscientes disso mesmo, algumas grandes organizações começaram já a trabalhar em processos de profunda transformação digital enquanto outras há que, tendo nascido digitais, nem por isso deixam de apostar fortemente nos novos conceitos que surgem e em formas de os suportar e alavancar.

 

É o caso da Google, cujo seu director de Território, Pedro Félix Mendes, aproveitou uma participação no painel de discussão sobre IoT do EDP Digital Day para assegurar que estão a investir muito dinheiro neste campo: "Investimos 9 mil milhões de dólares para manter a infra-estrutura confiável e segura", disse.

 

Uma correcta gestão da IoT e uma eficaz preparação para lidar com os desafios que esta impõe vão permitir às empresas tornarem-se mais competitivas, criando novas oportunidades de receita e assegurando, ao mesmo tempo, uma redução dos custos operacionais pela eficaz gestão dos dispositivos IoT conectados.

 

Nem tudo são rosas: quatro ameaças da IoT

 

Lá diz o velho ditado que, no mundo, "nem tudo são rosas" e a verdade é que, também com a Internet das Coisas, importa atentar em alguns pormenores. Porque mais vale "prevenir do que remediar", a Intel Security aproveitou o seu relatório "Previsões de Ameaças para 2017 da McAfee Labs" para esquematizar as ameaças e os possíveis riscos associados à Internet das Coisas:

 

1. Os dispositivos IoT devem ser entendidos como fazendo parte integrante da rede da empresa. Nesse sentido, deve-se estar atento ao facto de que as ligações às quais estes obrigam poderem representar uma ameaça grave à segurança das organizações;

 

2. Erros básicos que podem vir a ser cometidos por fabricantes de dispositivos móveis pouco à vontade em questões de cibersegurança;

 

3. Tudo o que são assuntos regulamentares em curso;

 

4. O "ransomware" poderá ser uma primeira ameaça a ter em conta.