Banca & Seguros LIGHTest assegura transacções electrónicas mais fiáveis

LIGHTest assegura transacções electrónicas mais fiáveis

Trata-se de um projecto europeu a rondar os 9 milhões de euros, que visa garantir que quem intervém nas transacções electrónicas é realmente quem diz ser.
LIGHTest assegura transacções electrónicas mais fiáveis
C-Studio 16 de março de 2017 às 09:59

A identificação segura dos diversos intervenientes das transacções electrónicas será talvez uma das maiores dores de cabeça de quem actua nesta área. Do outro lado do computador, não é fácil garantir que a pessoa "A", com a qual trocamos informações, é, efectivamente, quem diz ser.

 

A dúvida causa receio e a situação torna-se perigosa de todos os pontos de vista, em especial, quando estamos a falar em transacções electrónicas. Ora, para tornar todo este processo mais leve, a União Europeia deu o pontapé de saída ao projecto LIGHTest.

 

Trata-se de um esforço europeu, com um investimento a rondar os 9 milhões de euros e com o objectivo de ajudar a aumentar o nível de fiabilidade das transacções electrónicas.

 

Na realidade, o LIGHTest vai permitir a criação de uma infra-estrutura global fiável para suportar as transacções electrónicas e, ao mesmo tempo, garantir que as pessoas que intervêm nas transacções são realmente quem dizem ser. Tudo, recorrendo às mais recentes tecnologias digitais.

 

O LIGHTest arrancou há cerca de meio ano e tem uma duração prevista de três anos. Integrado no programa Horizonte 2020, é coordenado pelo Fraunhofer-Gesellschaft e conta com 14 parceiros – entre os quais a Atos – de oito países europeus.

E, embora se trate de um projecto europeu, a verdade é que o seu âmbito ultrapassa qualquer tipo de fronteira, sendo que o LIGHTest se pretende afirmar como uma base para construir uma comunidade mundial, firmada em "standards" internacionais de software "open source".

 

Identidade digital: será que ele é mesmo ele?

Nos últimos anos, a transformação digital tem sido responsável por aumentar exponencialmente o número de transacções que se realizam nos ambientes virtuais, levando a uma necessidade cada vez maior de criação de ambientes seguros, capazes de permitir a correcta identificação de quem realiza as transacções.

 

No entender de Pedro Soria-Rodríguez, Financial Services Market Manager, Research & Innovation da Atos, este requisito acaba por se tornar "essencial para alargar as transacções electrónicas a um amplo leque de aplicações, desde a verificação das assinaturas digitais na contratação electrónica, à e-justiça, à e-saúde, passando pela segurança pública e até à verificação do nível de fiabilidade dos sensores e dos dispositivos da Internet das Coisas."

 

Numa altura em que o volume de transacções electrónicas é cada vez mais significativo, a verdade é que se torna inevitável e, acima de tudo, imprescindível verificar a idoneidade de todos quantos se envolvem neste processo.

 

Entidade certificadora entra no jogo

 

O primeiro passo surge associado às entidades certificadoras com capacidade de autenticar as identidades digitais seguras. No caso da Comissão Europeia e dos Estados-membros da União, optou-se pela utilização da assinatura digital qualificada que tem força probatória.

 

Mas este processo de consulta é ainda moroso e pouco prático tendo em conta o ambiente económico actual. O projecto LIGHTest procura dar resposta a estas necessidades, construindo uma infra-estrutura global onde as entidades competentes poderão publicar informação relevante para determinar o nível de fiabilidade dos processos.

 

No sector privado, estes serviços podem vir a ser utilizados pela banca, pelo comércio internacional, nas entregas postais e na avaliação e análise do risco de crédito.

 

Por seu lado, as empresas, os governos e os cidadãos podem utilizar o LIGHTest, desenhado a partir de software "open source", para consultar a informação relevante para o estabelecimento da fiabilidade dos documentos assinados electronicamente ou das transacções online complexas.