Mobilidade Millennials envolvidos na transformação digital

Millennials envolvidos na transformação digital

As tecnologias móveis e a proliferação da largura de banda permitem que as empresas inovem, não só nos negócios, mas também nos locais de trabalho que receberão a geração de profissionais millennials, que não dispensa o conceito always on dos dispositivos e gadgets mais arrojados e desafios diários às suas competências.
Millennials envolvidos na transformação digital
Negócios 15 de março de 2017 às 11:49

A geração que está a entrar no mercado de trabalho prefere flexibilidade acima de tudo. Têm diferentes expectativas sobre o que será a sua carreira profissional, acreditam que esta é facilitada pela tecnologia e estão sempre online.

 

Ao mesmo tempo que abre caminho aos novos profissionais, a actual realidade digital está a guiar as empresas rumo a projectos de mudança e adaptação, de forma a facilitarem e optimizarem a vida profissional dos seus recursos, mas também a vida pessoal. As organizações pedem colaboradores mais motivados, satisfeitos e envolvidos com a estratégia e a tecnologia assume-se incontestavelmente como um elo entre as empresas e estes novos talentos que privilegiam as novas formas de trabalhar mais ágeis, transparentes e desafiadoras, em detrimento do conservadorismo institucional de outros tempos e da segurança de um emprego para a vida.

 

De acordo com o estudo "Digitalizing Your Business Strategy – Creating Value for Customers in the Digital Age", realizado pela Forrester Research, os "millennials" vão representar 50% do mercado de trabalho mundial até 2020.

 

A definição das estratégias de transformação digital e os negócios digitais exigem equipas capazes e que trabalhem com os clientes para conseguirem uma mudança real. E para atrair os jovens talentos e criar este novo modo de trabalhar, a Forrester recomenda às empresas que assegurem o acesso às ferramentas que permitem o "networking" e a colaboração, encorajando as equipas a resolverem os problemas em grupo, ou dando-lhes as tecnologias que lhes são familiares e que os ajudam a cumprir os seus objectivos.

 

Em Portugal, as novas gerações de profissionais, "millennials", ou também conhecidos como a Geração Y, já começam a revelar os caminhos que pretendem trilhar e que vão muito além de um salário com muitos zeros e do emprego para a vida. Um estudo levado a cabo pela rede Universia e pela comunidade de emprego Trabalhando.com dá conta disso mesmo. Quando questionados sobre o que mais os influencia na hora de se candidatarem a uma oferta de emprego, 45% dos jovens portugueses referem as perspectivas de desenvolvimento profissional, seguidos de 17 % que se focam mais na retribuição económica, e outros 17% na empresa.

 

Conscientes da volatilidade do mercado de trabalho, estes profissionais remetem para segundo plano outros factores como o tipo de contrato e a localização geográfica, cada um com 9% das escolhas. Numa altura em que tanto se fala da flexibilidade horária, apenas 3% referem ter em conta este factor, na hora de decidir se se vai, ou não, candidatar a uma determinada vaga de emprego.

 

Questionados sobre o que mais valorizam numa empresa, a escolha dos inquiridos portugueses divide-se sobretudo entre aspectos como o ambiente de trabalho (36%) e, uma vez mais, as perspectivas de desenvolvimento profissional (34%). Os restantes 30% das respostas dividem-se entre factores como a retribuição económica (10%); a flexibilidade horária (8%); os benefícios sociais (refeitório, transporte) 7%; e apenas 5% menciona um bom chefe como sendo determinante para aceitar ou não determinada oportunidade de emprego.

 

No entanto, os "millennials" inquiridos neste estudo acreditam que as empresas em Portugal não estão ainda capacitadas para corresponder a todas as suas "exigências", havendo uma necessidade para procurar novas formas de trabalhar em qualquer lugar do mundo. 78% dos portugueses admitem que estão dispostos a procurar fora do país oportunidades de trabalho mais aliciantes.