Gestão & Administração O novo papel do director de recursos humanos

O novo papel do director de recursos humanos

Este responsável tem agora um outro caminho a percorrer, muito mais centrado num ambiente tecnológico e altamente digitalizado.
O novo papel do director de recursos humanos
C-Studio 06 de dezembro de 2017 às 15:04

Totalmente vocacionado para o ambiente tecnológico, com à-vontade para se movimentar em plataformas sociais e disposto a avançar com novas formas de recrutamento e de gestão de pessoal. Eis o "novo" director de recursos humanos em meio a um ambiente empresarial cada vez mais marcado pela transformação digital.

 

Hoje em dia são outras as expectativas que o funcionário tem em relação à empresa onde trabalha e também à forma de se relacionar com ela. Uma mudança que começa, desde logo, no momento de se apresentar à organização e de enviar o seu currículo profissional.

 

Actualmente, todo o tipo de currículos apresenta um carácter absolutamente digital, muito mais focado no multimédia e nas funcionalidades que as novas plataformas permitem. Também o recrutamento deverá fazer-se já não a partir do "velhinho" anúncio no jornal, mas antes pesquisando e recorrendo aos media sociais, com especial enfoque no LinkedIn, Facebook ou Instagram, que permitem traçar mais rápida e eficazmente o perfil do candidato e chegar com maior precisão ao profissional que, realmente, se procura.

 

Por seu lado, os impactos da hiperconectividade também devem ser tidos em conta, criando desafios no que diz respeito à gestão de equipas. A tecnologia vem facilitar a tomada de decisões baseadas no comportamento da vida pessoal (principalmente nas redes sociais) dos funcionários, mas, ao mesmo tempo, permite que os funcionários tenham uma actuação mais analítica e estratégica dentro da organização, por contraponto a uma puramente operacional.

 

Mas os "novos" directores de recursos humanos sabem também da importância que têm ferramentas como o Skype e o WhatsApp no sentido de facilitarem a comunicação e permitirem uma primeira abordagem aos candidatos. Sem nunca descurar a importante vertente do relacionamento humano, a verdade é que estas plataformas ajudam a chegar rapidamente à fala com os potenciais candidatos.

 

O facto é que se torna cada vez mais importante que os directores de recursos humanos tenham a capacidade de dar uma nova (e efectiva) resposta à geração dos "millennials" e a tudo o que vão pedindo no seu dia-a-dia de trabalho e no relacionamento com a entidade patronal.

 

Mas, mais do que mudar e/ou actualizar as suas competências tecnológicas, pede-se a um director de recursos humanos que se torne também numa espécie de designer organizacional, com capacidade para co-criar soluções que permitem concretizar e levar a bom porto a estratégia e a visão da organização em que se encontra.

 

Neste campo, surgem alguns desafios que devem ser prontamente atendidos, como o que diz respeito à sustentabilidade, não ambiental, mas do negócio. O facto é que, no mercado corporativo, é importante estar cada vez mais focado nas vendas, no crescimento e no lucro. E, nem mesmo o director de recursos humanos e a sua equipa podem fugir a esta situação, criando-se aqui um enorme desafio de sustentabilidade ao nível das relações interpessoais no ambiente de trabalho para permitir a inovação necessária dos recursos humanos enquanto departamento dentro da organização.