Transformação Digital Portugal é um inovador moderado

Portugal é um inovador moderado

O país situa-se a meio da tabela do Painel da Inovação 2017 apresentado pela União Europeia, garantindo um valor abaixo da média comunitária. O “ranking” é liderado pela Suécia.
Portugal é um inovador moderado
C-Studio 22 de junho de 2017 às 10:58

A transformação digital e a inovação chegaram a Portugal e às empresas lusas; disso ninguém duvida. Mas a verdade é que, nem mesmo assim, o país abandona o meio da tabela europeia em matéria de inovação. No mais recente painel europeu de inovação elaborado anualmente pela Comissão Europeia, Portugal ocupa a 14.ª posição entre os 28 Estados-membros e integra desta forma o grupo de "inovadores moderados".

 

O relatório diz respeito aos avanços alcançados durante o ano de 2016 e atribui a Portugal uma pontuação total de 83 pontos (numa escala que vai até aos 175). O valor alcançado este ano por Portugal está dois pontos abaixo do que o país registou no último "ranking" divulgado por Bruxelas e igualmente abaixo da média comunitária que, neste caso, se situa nos 102 pontos.

 

O país segue assim em sentido contrário aos valores globais já que o desempenho da UE em matéria de inovação no ano passado continuou a melhorar, não obstante os progressos observados de modo desigual em toda a Europa.

 

De acordo com a Comissão Europeia, regra geral, o desempenho da inovação melhorou em 15 países, embora com grandes diferenças entre eles. A Lituânia, Malta, os Países Baixos, a Áustria e o Reino Unido apresentam o crescimento mais rápido da inovação.

 

Numa perspectiva global, a UE está a recuperar o atraso relativamente ao Canadá e aos EUA, mas a Coreia do Sul e o Japão estão mais avançados. Por seu lado, a China apresenta os progressos mais rápidos entre os concorrentes internacionais.

 

No que ao "ranking" comunitário diz respeito, a Suécia lidera então uma tabela onde se encontram ainda outros "líderes da inovação" como a Dinamarca, a Finlândia, a Holanda, o Reino Unido e a Alemanha.

Segue-se um segundo grupo de países, aqui designados "inovadores fortes", formado por Áustria, Luxemburgo, Bélgica, França, Irlanda e Eslovénia.

 

Só então surge o grupo que Portugal integra – os "inovadores moderados" –, que conta 14 Estados-membros; o nosso país está na segunda posição atrás da República Checa. Finalmente, os últimos lugares são assegurados pela Bulgária e Roménia, aqui denominados "inovadores modestos".

 

Elzbieta Bienkowska, comissária europeia responsável pelo Mercado Interno, Indústria, Empreendedorismo e PME, lembrou que "a indústria da UE continua a inovar, mas estamos ainda aquém dos líderes mundiais em matéria de inovação".

 

Já nas palavras de Carlos Moedas, comissário responsável pela Investigação, Ciência e Inovação, "o painel mostra que ainda é possível fazer mais para melhorar o desempenho da investigação e da inovação". Motivo mais do que suficiente para a CE "orientar o apoio para os inovadores de ponta através do projecto-piloto Conselho Europeu da Inovação, ao abrigo do programa-quadro de investigação e inovação Horizonte 2020".


Principais indicadores do Painel da Inovação 2017

> Os líderes da UE em áreas específicas de inovação são:
Dinamarca — recursos humanos e ambiente propício à inovação; Luxemburgo — sistemas de investigação atractivos e activos intelectuais;
Finlândia — financiamento e apoio;
Alemanha — investimentos empresariais;
Irlanda — inovação nas PME e impacto no emprego;
Bélgica — redes de inovação e colaboração;
Reino Unido — efeitos das vendas.

> A inovação tem visto o seu desempenho melhorar, sobretudo em matéria de co-publicações internacionais, difusão da banda larga, número de licenciados e doutorados e formação nas TIC.

> Os investimentos de capital de risco e a percentagem de PME que introduzem inovações têm estado em forte declínio.

> Nos próximos dois anos, o desempenho da inovação deverá aumentar 2%.