Gestão & Administração Portugal no trilho certo da evolução digital

Portugal no trilho certo da evolução digital

Reino Unido, Nova Zelândia, Hong Kong e Japão figuram entre os países mais desenvolvidos digitalmente de acordo com o mais recente estudo Mastercard.
Portugal no trilho certo da evolução digital
C-Studio 30 de agosto de 2017 às 12:43

A Mastercard em parceria com a Fletcher School desenvolveu o "Índice de Evolução Digital 2017", que permite um olhar aprofundado sobre a adopção de tecnologia e o estado da confiança digital em cerca de 60 países.

 

O estudo dá conta dos progressos realizados pelos países ao nível daquilo que é o desenvolvimento das suas economias digitais e, ao mesmo tempo, da integração de conectividade na vida de milhares de milhão de utilizadores.

 

A pesquisa identifica Singapura, Reino Unido, Nova Zelândia, Emirados Árabes Unidos, Estónia, Hong Kong, Japão e Israel como as "elites digitais", uma vez que se caracterizam "por assegurar altos níveis de desenvolvimento digital e uma rápida taxa de evolução digital", explica o estudo. Assegurando conceitos como "impulso e inovação", estes mercados acabam por se destacar e deixam o exemplo daquilo que é o crescimento futuro.

 

Com quase metade da população mundial actualmente online, o estudo permite perceber que as empresas, os governos e a sociedade civil em si estão a trabalhar fortemente no sentido de "colocar todas as pessoas on-line, garantindo a segurança da infra-estrutura digital".

 

O relatório discrimina os países em quatro estágios de desenvolvimento diferentes: Stand Out, Stall Out, Break Out e Watch Out. Entre os 60 países analisados, Portugal encontra-se no limiar entre o nível Stand Out e o Break Out (sendo o primeiro digitalmente mais evoluído do que o segundo). Assim sendo, os Stand Out são países altamente avançados digitalmente e asseguram um forte impulso tecnológico. São líderes na inovação de forma eficiente e eficaz. No entanto, sustentar um impulso de liderança consistente ao longo do tempo "é desafiador, uma vez que os avanços tecnológicos acontecem, muitas vezes, por ondas de choque".

Para se manter na liderança, "esses países precisam manter os seus motores de inovação muito bem oleados e, ao mesmo tempo, gerar novos níveis de procura e novas necessidades, evitando assim uma possível desaceleração no seu crescimento".

 

Ser um país no estágio Break Out assegura "grandes benefícios já que é uma garantia de existirem, desde logo, importantes incentivos aos inovadores e investidores que procurem explorar as oportunidades necessárias e/ou existentes no sentido de tirarem ganhos do potencial da transformação digital", diz o estudo.

 

Mas há ainda, potencialmente, benefícios maiores em ser um país Stand Out já que estes asseguram "raízes digitais fortes e altamente evoluídas que podem suportar importantes efeitos de escala e um ecossistema maduro, além de ter um menor risco".


Seis boas práticas para manter ou fomentar o ritmo digital

1. Use as políticas públicas como chave para o sucesso da economia digital: este passo tem implicações que vão desde as negociações do Brexit até à forma como a Índia direcciona a sua sociedade para um futuro concentrado na competição entre os EUA e a China pelo domínio económico.

2. Identificar o que impulsiona o momento digital: as economias desenvolvidas e em desenvolvimento devem deitar mão a diferentes formas de estimular o seu crescimento; a inovação é uma dessas formas.

3. Assegurar o crescimento de um pequeno país, envolvendo o seu governo: torna-se assim mais fácil montar os ecossistemas suportados em conceitos de nível digital.

4. Reinventar-se digitalmente: os países mais avançados digitalmente podem usar a sua escala e ligações no mundo para se reinventarem.

5. Minimizar o "gap" digital: os países com menores avanços digitais devem começar por fomentar o acesso à internet através de telemóveis e outros equipamentos móveis.  

6. Trabalhar mais para ganhar a confiança dos utilizadores: à medida que os países se tornam digitalmente mais evoluídos os fornecedores de tecnologia e os decisores políticos podem sentir necessidade de fomentar a confiança para manter o crescimento.