Gestão & Administração Recrutar através de plataformas digitais

Recrutar através de plataformas digitais

Dos antigos anúncios nos grandes jornais às novas plataformas online: como arranjar emprego na era digital é a pergunta que se impõe.
Recrutar através de plataformas digitais
C-Studio 14 de junho de 2017 às 11:40

"Ainda sou do tempo em que… um emprego se procurava folheando os classificados de um jornal." Já todos dissemos ou ouvimos uma frase semelhante a esta. No caso da procura de emprego e respectivo recrutamento de recursos humanos, a verdade é que muito tem vindo a mudar ao longo dos anos.

 

Há poucas décadas – não mais de duas, na realidade –, quem procurava emprego fazia-o de caneta na mão e lendo de fio a pavio as muitas páginas de classificados dos jornais diários ou semanais onde os anúncios iam aparecendo. À época, várias eram as publicações obrigatórias em cima da mesa de quem queria ou precisava encontrar um novo posto de trabalho.

 

Com o passar dos anos, a verdade é que muita coisa mudou em toda esta engrenagem. O desenvolvimento tecnológico e a digitalização das plataformas e dos dados trouxeram a público novas fontes de informação e novos caminhos a seguir.

 

Para serem mais competitivos, os recrutadores precisam compreender e marcar presença nestas novas plataformas ao mesmo tempo que se exige também aos novos profissionais a capacidade de as dominarem e utilizarem de forma intensiva. Na realidade, é importante entender o que mudou e estar preparado para adoptar novas estratégias ao longo de todo um processo de recolocação no mercado de trabalho que se quer bem-sucedido.

 

As redes sociais, os blogues, as páginas na internet, as agências virtuais de selecção, um currículo digital, os SMS, o MSN, o Skype, o LinkedIn ou o Facebook são alguns exemplos destas novas ferramentas digitais às quais os profissionais devem recorrer.

 

Para se ter uma ideia da importância deste tipo de ferramentas, só no site Empregos Online contam-se mais de 700 mil utilizadores e mais de quatro mil novas ofertas de emprego por ano. Mas esta não é a única plataforma disponível e uma pesquisa rápida na internet permite descobrir outras hipóteses igualmente viáveis, como é o caso daquela que o Instituto de Emprego e Formação Profissional apresenta.

 

As bolsas de emprego online são uma boa opção, mas a verdade é que o simples acesso a um qualquer site de buscas também é um bom primeiro passo a dar. Nesse tipo de sites, basta utilizar palavras como "emprego", "vagas" ou "currículos", para aceder a uma lista de páginas com ofertas de emprego de toda a ordem.

 

Online torna-se ainda possível direccionar a busca das respectivas vagas por localidades, profissão, segmento de mercado, indústria, ocupação ou quaisquer outros parâmetros considerados importantes.

 

Do lado dos recrutadores, a larga maioria das grandes empresas conta já com uma plataforma específica no seu site para receber currículos e candidaturas via internet. A verdade é que a tecnologia favorece a rapidez na selecção, daí a importância de o candidato e de o recrutador estarem sempre conectados.

 

Mas a procura de emprego nesta nova era digital faz-se também nos media sociais, motivo pelo qual a rede de contactos do candidato se torna cada vez mais importante e a sua imagem nas plataformas sociais um importante critério de selecção.

 

São várias as agências de recrutamento que recorrem aos media sociais – como o Facebook, o Twitter ou o LinkedIn – para consultar dados como as preferências do candidato, as comunidades em que participa e, até mesmo, a imagem que passa através destas plataformas. Para os que contam com blogues pessoais, importa que estes sejam o mais neutros possível, sem referência a grandes polémicas e com um "layout" actualizado. Também este tipo de "imagem" ajuda na selecção de um candidato.

 

E se é bem verdade que dentro de poucos anos, as novas gerações já não vão sequer pensar em classificados nos jornais e em andar porta a porta com um currículo debaixo do braço, a verdade é que, neste período de transição, "actualizar" é a palavra de ordem.

Os "novos" candidatos e recrutadores querem-se atentos à tecnologia, com bom domínio dos mais recentes equipamentos móveis, sempre conectados à internet e, acima de tudo, cada vez mais digitais.