Banca & Seguros Santander Totta abraça transformação digital

Santander Totta abraça transformação digital

O banco está a avançar com uma alteração profunda da sua forma interna de trabalhar, alinhada com as melhores práticas mundiais, para agilizar a disponibilização de novas funcionalidades aos clientes.
Santander Totta abraça transformação digital
Isabel Guerreiro, diretora de Estratégia e Gestão Multicanal do Santander Totta
C-Studio 04 de outubro de 2017 às 11:17

A transformação digital é não apenas uma necessidade como também uma oportunidade no seio da banca nacional. O ponto de vista foi deixado por Isabel Guerreiro, diretora de Estratégia e Gestão Multicanal do Santander Totta que, em entrevista, fala das mais-valias que a tecnologia poderá trazer ao trabalho diário da sua entidade bancária e explica o que tem vindo a ser feito com o intuito de melhorar o serviço ao cliente.

 

O Santander Totta está a avançar com uma alteração profunda da sua forma interna de trabalhar, alinhada com as melhores práticas mundiais e a tirar o melhor partido possível daquilo que as TIC têm para oferecer. Ainda assim, e apesar da profunda transformação digital em curso, Isabel Guerreio sublinha que "a banca continuará a ter uma componente forte de confiança, de proximidade e de relação, o que só se consegue com uma rede de balcões".

 

 

Como olham para o processo de transformação digital ao qual a Banca está sujeita?

Como uma necessidade, e como uma oportunidade. Como qualquer sistema em equilíbrio, as organizações e os mercados tendem a manter, ao longo dos anos, os seus processos e a sua forma de trabalhar. No entanto, o surgimento contínuo de novas ideias no mercado, de experiências de outros mercados, e a evolução natural das expectativas dos clientes, acaba por criar a necessidade de acompanhar as tendências de mercado.

 

Por outro lado, as organizações que conseguirem adaptar-se mais rapidamente à mudança tirarão vantagens em termos de satisfação de clientes e de rentabilidade, motivo pelo qual este aspecto se torna bastante apelativo, e um desafio bastante motivador.

 

Quais as mais-valias que este poderá imprimir ao Vosso negócio?

Formas mais eficazes de fazer chegar aos clientes a nossa oferta de produtos e serviços levarão a uma maior satisfação destes e a uma relação mais benéfica para ambas as partes, e mais duradoura.

Por outro lado, o foco em actividades de maior valor acrescentado, remetendo as tarefas mais básicas e rotineiras para canais de auto-serviço, permite a valorização dos nossos colaboradores.

Esperamos, assim, obter mais-valias em termos de satisfação de clientes, satisfação de colaboradores e rentabilidade.

 

O que está o Santander Totta a fazer em matéria de transformação digital e como se reflecte na oferta ao cliente?

O Santander Totta está a fazer uma alteração profunda da sua forma interna de trabalhar, alinhada com as melhores práticas mundiais, para agilizar a disponibilização de novas funcionalidades aos clientes. Estamos a aproveitar as experiências de outros Bancos do Grupo Santander, a investir em formação, na qualidade do nosso espaço, em processos, ferramentas, etc.

Em termos práticos, o que esperamos é poder disponibilizar aos clientes mais funcionalidades, melhor adaptadas às suas necessidades, e com maior flexibilidade para facilitar a evolução.

 

Como conjugam a segurança com este tipo de mudanças?

Tem de haver um equilíbrio entre experiência de utilização e segurança. Procuramos continuamente desenvolver novos mecanismos para garantir a segurança dos nossos clientes, e sabemos que há também um trabalho importante em termos de sensibilização do mercado e de formação dos clientes para este tema.

Todas as novidades, por mais benefícios que tragam, também trazem alguns riscos, e temos que ajudar os clientes a compreendê-los e dominá-los.

 

Como olham para o futuro da banca? Mais tecnológica e com menos contacto em balcão?

Vemos o futuro da Banca com muita tecnologia, porque é essa a tendência que vemos na sociedade em geral, e que afecta todos os mercados.

A Banca continuará a ter uma componente forte de confiança, de proximidade, e de relação, o que só se consegue com uma rede de balcões.

Procuramos desenvolver as nossas soluções de forma a criar sinergias entre os canais e os balcões, permitindo aos clientes aproveitar "o melhor dos dois mundos".

Neste sentido, gostaria de citar o presidente executivo do Banco, António Vieira Monteiro: "Um dos grandes desafios será casar a banca tradicional com a banca de inovação, aproveitando a era digital que vivemos, para manter a liderança no sector".