Banca & Seguros Segurança é factor determinante na banca

Segurança é factor determinante na banca

A crescente disponibilidade dos serviços em regime 24/7 é uma mais-valia para o cliente bancário, mas pode levar a um aumento da exposição ao risco. Neste campo, segurança é palavra de ordem.
Segurança é factor determinante na banca
C-Studio 05 de julho de 2017 às 16:27

Há poucos anos (menos do que aqueles que os mais jovens podem imaginar), sempre que era necessário tratar de assuntos relacionados com uma conta bancária, a única via possível era visitar uma sucursal do respectivo banco.

 

Mais-valia: em princípio, o problema ficaria ali resolvido; menos-valias: obedecer a um horário de atendimento mais rígido e nem sempre compatível com o do próprio emprego e obrigar a deslocações efectivas aos balcões físicos.

 

Mas esta é a banca de outros tempos; aquela que subsistia antes da era digital e da chegada das novas plataformas tecnológicas. A realidade tem vindo a mudar rapidamente, à medida que o tempo passa e que a modernização dos sistemas vai ditando as regras.

 

Considerados desde sempre "early adopters" em matéria tecnológica, os bancos têm sabido tirar partido das novas plataformas digitais e vão oferecendo, aos poucos, um vasto conjunto de operações bancárias através da internet, via "homebanking" ou de várias apps criadas para o efeito.

 

Falamos aqui da possibilidade de realizar transações, pagamentos e outras operações financeiras e de dados, recorrendo à web e à respectiva página segura do seu banco. E o problema está (ou poderá estar) exactamente na palavra segurança.

 

Esta disponibilização 24x7, em todas as plataformas e da larga maioria dos serviços, poderá abrir brechas de segurança que convém ter em conta, quer do lado do cliente quer da instituição bancária.

 

Nos dias que correm, e segundo dados de um estudo da Juniper Research, um em cada dois adultos (a nível mundial) utiliza já a banca digital e tira pleno partido de todas (ou da grande maioria) das suas mais-valias. Até 2021, serão cerca de três mil milhões os utilizadores a ter acesso aos serviços bancários via smartphones, tablets, PC e "smartwatches".

 

Num "workshop" organizado pelo Banco de Portugal, em que se discutiu tecnologia financeira e como esta está a ter impacto nos mercados, um responsável da McKinsey falava na certeza de se vir a verificar uma quebra de segurança no sector bancário. Apenas não se sabe onde – se na banca tradicional ou online – e quando.

 

Seja como for, o risco existe e é algo evidente para as instituições que trabalham afincadamente no sentido de proteger os seus sistemas ao mesmo tempo que modernizam infra-estruturas e abraçam definitivamente o conceito de transformação digital.

 

Os clientes recorrem cada vez mais ao computador ou ao smartphone para fazerem os seus pagamentos comodamente; por outro lado, as moedas virtuais vão ganhando maior importância, e há até algumas instituições que permitem efectuar já pedidos de empréstimo online. Contas feitas, as vulnerabilidades em matéria de segurança crescem ao mesmo ritmo que se multiplicam as ofertas de serviços cada vez mais modernos.

 

Definir uma eficaz política de segurança é não só uma necessidade como, acima de tudo, um imperativo. O cliente procura mais e melhores serviços, mas quer também quem lhe ofereça garantias de que os seus dados não correm o risco de ser violados e que perigos como o "data breach" estão bem longe da sua instituição bancária.

 

Os bancos devem, por isso, olhar para a segurança dos seus dados e das suas infra-estruturas como uma prioridade em termos de investimento e nunca como um projecto a longo prazo.