Transformação Digital Smart Store: tecnologia ao serviço das vendas

Smart Store: tecnologia ao serviço das vendas

As tecnologias Smart Store permitem aumentar a produtividade e melhorar a experiência do cliente nas lojas. A Juniper Research prevê que venham a gerar 78 mil milhões de dólares em receitas anuais até 2022.
Smart Store: tecnologia ao serviço das vendas
C-Studio 17 de novembro de 2017 às 10:43

As lojas de bairro, com os preços escritos à mão em etiquetas pensadas para o efeito, as contas apontadas numa folha de papel ou a necessidade de pagamento manual são coisa do passado.

 

A evolução tecnológica trouxe consigo uma modernização global que obriga todos os espaços a adoptarem conceitos de transformação digital, mesmo que de forma inadvertida e quase sem darem por isso.

 

As tecnologias Smart Store são disto um bom exemplo; na realidade, os denominados espaços Smart Store não são mais do que estabelecimentos ditos tradicionais que recorrem, por exemplo, à utilização de tecnologias inteligentes, como prateleiras inteligentes, carros inteligentes ou cartões inteligentes, para dinamizarem o seu negócio.

 

Adicionalmente, as Smart Store optam por entregar os seus serviços através da Web, disponibilizam-nos via aplicações móveis ou de realidade aumentada em lojas reais, em suma, potenciam o que de melhor a digitalização tem para lhes oferecer.

 

A intenção por trás da adopção de tais tecnologias não é mais do que aumentar a produtividade do espaço, elevar as receitas e melhorar o negócio ao mesmo tempo que asseguram uma melhor experiência ao cliente final, melhorando claramente a sua jornada.

 

De resto, uma das grandes mais-valias da tecnologia Smart Store reside, exactamente, nas vendas e na possibilidade de permitir, por exemplo, assumir um conceito de pagamentos invisíveis facilitando o denominado check-out.

 

A Amazon Go e outras tecnologias de "pagamento invisível", destinadas a reduzir ou eliminar totalmente os check-out físicos, vão ser responsáveis por processar mais de 78 mil milhões de dólares em transacções até 2022, ante uns esperados 9,8 mil milhões este ano, segundo dados fornecidos recentemente pela Juniper Research.

 

Em termos de implementações, espera-se que atinjam mais de cinco mil pontos de venda nos próximos cinco anos, à medida que os distribuidores procuram tornar as experiências dos consumidores ainda mais atractivas.

 

Enquanto isso, o número de consumidores que recorrem a aplicações de check-out, o que lhes permite fazer o scannner das suas próprias compras, crescerá de pouco menos de 4 milhões para mais de 30 milhões no mesmo período, diz ainda a Juniper Research.

 

Uma revolução na distribuição

De acordo com o relatório "Future In-store Retail Technologies: Adoption, Implementation & Strategy 2017-2022", o custo e a complexidade relativa à integração das infra-estruturas vão acabar por restringir a implementação de sistemas de pagamentos invisíveis no curto prazo. De acordo com o mesmo relatório, a maioria das receitas de novas tecnologias no ponto de venda deriva de apenas dois elementos: check-out apps e capacidade de scanner automático.

 

Estes "têm custos iniciais mais baixos do que configurações como o Amazon Go ou o check-out robótico da Panasonic" e "podem ser usados ??como plataformas de informação e promoção", refere o mesmo relatório. A Juniper Research estima que essas tecnologias terão capacidade para gerar um aumento médio da receita "de 300 dólares por comprador, por ano, até 2022".

 

A mesma pesquisa argumenta que um conjunto de novas tecnologias, desde o ponto de venda móvel até à verificação automatizada de inventário, é responsável por transformar o papel das equipas de caixa que passam agora a ter uma importante função de aconselhamento no momento da compra.


Três ideias sobre a tecnologia Smart Store

1. A tecnologia RFID permite o uso de quiosques e terminais de autopagamento, com o RFID a manter o controlo de todos os produtos recebidos e das respectivas saídas;

2. As tecnologias Smart Store também oferecem capacidade de personalização ao consumidor, com as marcas a terem a possibilidade de responder às preferências dos consumidores individuais e, potencialmente, fornecer mais informações sobre o produto;

3. Actualmente, entre as Smart Stores mais conhecidas, contam-se a SmartMart, Metro Group, Future Store e BGN (Boekhandels Groep Nederland); o Amazon Go foi revelado como protótipo em 2016.