Banca & Seguros “Social payments” ganham espaço no mercado de transferências

“Social payments” ganham espaço no mercado de transferências

As aplicações associadas às plataformas sociais vieram contribuir para uma alteração no panorama dos pagamentos, promovendo um conceito que vai ganhando cada vez mais adeptos.
“Social payments” ganham espaço no mercado de transferências
C-Studio 02 de fevereiro de 2018 às 16:58

Nos últimos anos, são várias as mudanças que têm vindo a ser introduzidas na banca fruto, em larga escala, dos avanços tecnológicos. Um dos mais recentes exemplos neste campo diz respeito ao conceito de "social payments".

 

Falamos da utilização das plataformas de "social media" para assegurar a transferência de dinheiro para outras pessoas ou empresas. A tendência foi popularizada pela PayPal mas, entretanto, foram já várias as organizações que criaram as suas próprias versões, como a portuguesa SIBS mas também a Venmo, o Snapcash, o Google Wallet, o Apple Pay e o Twitter Buy.

 

Em termos de funcionamento, este tipo de serviços é bastante fácil de assegurar uma vez que se ligam directamente à conta bancária do utilizador ou aos dados do cartão de débito ou crédito, a partir dos quais asseguram as transacções.

 

Os "social payments" permitem não só fazer pagamentos sempre que o utilizador necessitar como também assegurar o recebimento de valores na conta bancária.

 

Com recurso aos últimos desenvolvimentos tecnológicos e às mais recentes plataformas tecnológicas, a verdade é que o conceito de "social payments" torna a troca de dinheiro tão simples como clicar num botão, sendo que os valores em causa, normalmente, são transferidos imediatamente ou no prazo máximo de um dia.

 

O serviço vem concorrer directamente com a oferta tradicional dos bancos que se vêm agora obrigados a repensar o posicionamento em algumas das suas áreas de negócio.

 

As empresas também aproveitam esta crescente tendência de "social payments". Por exemplo, o Apple Pay permite que uma pessoa carregue as informações do cartão no seu smartphone com o qual poderá depois fazer os pagamentos.

 

São já várias as lojas que oferecem, actualmente, durante o registo a opção de os clientes associarem um smartphone em vez de usarem um cartão físico ou dinheiro.

 

A tendência de utilização tem vindo a aumentar e a Juniper Research prevê mesmo que o número global de utilizadores registados para transferência de dinheiro desta forma venha a atingir os 2,5 mil milhões ainda este ano.

 

Diz a Juniper que a utilização deverá ser impulsionada pelo recurso a aplicações de redes sociais, como o WeChat, o Facebook e outros que vão surgir a par de serviços já referenciados como o Apple Pay Cash e o Zelle Pay.  Diz o estudo que os mercados emergentes terão a maior quota de utilização no caso dos "social payments".

 

Considerando 2018 o ano dos pagamentos sociais, a Juniper Research revela que embora a aceitação do Apple Pay Cash possa ser lenta no curto prazo, devido a uma forte rede bancária nos seus mercados de lançamento, a verdade é que o número total de transacções anuais para o serviço chegará a 1 bilião até 2020.

 

Por seu lado, os utilizadores dos denominados serviços de dinheiro móvel vão crescer substancialmente ajudando a impulsionar a inclusão financeira para os não bancarizados nos mercados emergentes.

 

Fruto da transformação digital, os operadores estão a facilitar cada vez mais a interoperabilidade dos serviços, tanto a nível nacional como internacional, diz ainda a Juniper Research, abrindo assim as portas do mercado a um crescimento muito mais rápido.