Gestão & Administração Transformação digital avança alinhada com as previsões

Transformação digital avança alinhada com as previsões

A IDC admite que os gestores portugueses ainda são muito conservadores nos passos que dão para a digitalização dos seus negócios. É preciso ousadia e definir melhor os tópicos de investimento.
Transformação digital avança alinhada com as previsões
C-Studio 15 de fevereiro de 2017 às 17:39

A transformação digital está a acontecer e os investimentos na digitalização estão novamente a ser executados, tendo em vista a evolução dos negócios, no entanto, os gestores deverão adoptar uma posição mais ousada e deixar cair a resistência que ainda os mantém presos ao passado.

Por ocasião da apresentação dos resultados do último IDC FutureScapes 2017, Gabriel Coimbra, "country manager" da IDC Portugal, previu que em 2020 a terceira plataforma (computação na nuvem, analítica de "big data", redes sociais e mobilidade) e os aceleradores de inovação (robótica, interfaces naturais, impressão 3D, Internet da Coisas, sistemas cognitivos e segurança de próxima geração) representarão em conjunto mais de metade da despesa em tecnologias da informação em Portugal.

 

Até lá, Gabriel Coimbra reconhece que existe um caminho a trilhar nesse sentido, já que à data de hoje 28% das 500 maiores empresas nacionais estão no nível 1 de maturidade digital, ou seja, no nível de resistente à transformação digital. Cerca de 32% das empresas estão no nível 2, o que quer dizer a explorar a transformação digital. O director-geral da IDC Portugal identifica assim uma grande maioria das empresas portuguesas (60%) ainda nos dois níveis mais baixos do modelo IDC de transformação digital. "Estamos claramente atrasados face as previsões apontadas para a Europa", constatou Gabriel Coimbra.

Assim sendo, entre 2016 e 2020, o investimento em TIC deverá aumentar na ordem dos 4,8%, com a terceira plataforma e os aceleradores de inovação a representarem 52% da despesa em TIC em Portugal.

 

A IDC acredita que em 2020, apenas 25% das 500 maiores organizações portuguesas irá conseguir ter uma estratégia de diferenciação competitiva de sucesso através da transformação digital, cujo impacto na forma como se relacionam com clientes e parceiros, e na disponibilidade de novos produtos e serviços, seja notoriamente assinalado.

10 previsões da IDC Portugal para o mercado de TIC nacional nos próximos 12 a 24 meses

1. Em 2020, 25% das 500 maiores empresas portuguesas deverão estar nos níveis 4 e 5 (Digital Transformer e Digital Disrupter) do modelo de maturidade Digital Transformation MaturityScape da IDC.


2. Só em 2020, a terceira plataforma e os aceleradores de inovação irão representar 52% da despesa em TI em Portugal.

3. Em 2020, 35% das iniciativas de TI das 500 maiores organizações portuguesas estarão orientadas para o crescimento das receitas através da monetização dos dados, ou seja, só por esta altura será reflectido em projectos que envolvam directamente a exploração da informação;

4. Em 2018, mais de 75% dos CIO das 500 maiores organizações terão no topo das suas agendas o tema do RGDP;

5. Em 2020, 43% do orçamento empresarial de TI será centrado na "cloud" (pública e privada).

6. Em 2020, as empresas portuguesas líderes nos seus sectores e os principais ministérios irão criar "clouds" sectoriais, seguindo a tendência da Europa, que no final de 2018 deverá ter cerca de 35% das plataformas "cloud" de indústria;

7. Em 2019, mais de 50% das 500 maiores empresas portuguesas terão uma equipa dedicada a transformação digital, seguindo as maiores empresas europeias que já estão a dar esse passo em 2017;

8. Em 2019, mais de 50% das receitas de serviços "cloud" de grandes fornecedores "cloud" serão intermediadas por parceiros, os chamados "cloud brokers";

9. Em 2020, mais de 20% das empresas com foco B2C irão desenvolver soluções com base em tecnologias de realidade aumentada e realidade virtual;

10. Os efeitos dos aceleradores de inovação começarão a ter impacto nos mais diversos sectores de actividade em Portugal, com o sector da saúde a liderar a viagem. A transição para uma 4.ª plataforma tecnológica, terá na monitorização, nos sistemas cognitivos e na inteligência artificial os seus principais pilares de desenvolvimento.