Banca & Seguros Transformação digital no sector dos seguros

Transformação digital no sector dos seguros

O sector dos seguros começa a olhar para as novas plataformas tecnológicas como uma efectiva mais-valia em termos concorrenciais e de trabalho. O processo tornou-se imperativo.
Transformação digital no sector dos seguros
C-Studio 17 de agosto de 2017 às 11:34

Em plena era da transformação digital e da transição entre paradigmas tecnológicos, é certo e sabido que as empresas a actuar no sector dos seguros começaram a ser "inundadas" por sinais claros de mudança que resultam de uma efectiva alteração ao nível do comportamento dos seus clientes.

 

Contas feitas, mais do que uma moda, a transformação digital tornou-se nestes casos uma obrigatoriedade sob pena de se perder competitividade no mercado e deixar de conseguir responder de forma eficaz às necessidades e demandas dos clientes.

 

Tendo em conta esta realidade, a analista de mercado IDC realizou recentemente um estudo no sector segurador, ao nível do processo de transformação digital e das políticas implementadas neste campo, concluindo que a maturidade deste tipo de entidades é superior à das restantes empresas e organizações em todas as dimensões analisadas.

 

Por outro lado, foi ainda possível perceber que a larga maioria das empresas agora analisadas pela IDC se encontra já posicionada entre os níveis de maturidade "Oportunista" e "Repetitiva", com predominância para esta última (36,8%), percebendo-se que a mudança é algo que acaba por ser inevitável.

 

No entanto, a mobilidade e as tecnologias associadas ao "big data" e à analítica de negócio são consideradas, pela maioria dos inquiridos, soluções decisivas na transformação digital do sector em análise ao longo dos próximos cinco anos.

 

Uma outra conclusão importante neste campo diz respeito ao facto de os serviços de "cloud computing" e tudo o que são redes sociais assumirem claro destaque em termos de objectivos de investimento por parte deste tipo de empresas, no médio prazo.

 

Diz ainda a IDC que a Internet das Coisas se assume como sendo um acelerador de inovação ao qual a grande maioria diz estar atenta, sendo que, nos próximos cinco anos, mais de 26% dos responsáveis admitem vir a investir em IoT.

 

Uma última conclusão relevante do estudo IDC diz respeito ao facto de ser na dimensão da liderança que se poderá encontrar a alavancagem do sucesso da transformação digital das organizações ligadas ao sector segurador, mas não só.

À parte estas considerações gerais, a IDC indica ainda que, em Portugal, e após uma fase inicial em que as empresas realizaram a implementação de projectos-piloto ou de provas de conceito relacionadas com as tecnologias da 3.ª Plataforma, actualmente, a maioria das organizações nacionais começa a equacionar a introdução destas tecnologias para a transformação digital dos seus processos e actividades de negócio.