Transformação Digital Três em cada cinco serviços públicos europeus estão online

Três em cada cinco serviços públicos europeus estão online

Dados do mais recente “benchmark” apontam ainda para um cada vez maior número de serviços públicos migrados para dispositivos móveis na Europa comunitária.
Três em cada cinco serviços públicos europeus estão online
C-Studio 27 de dezembro de 2017 às 09:43

A digitalização de serviços e produtos é, cada vez mais, uma realidade a que dificilmente se conseguirá fugir. Quer seja no sector privado quer no público, a verdade é que as políticas de transformação digital e modernização tecnológica têm vindo a tomar conta das estratégias seguidas pelos gestores.

 

Isso mesmo é (também) possível comprovar nos resultados do mais recente "benchmark" europeu sobre eGov. O "14th Benchmark Measurement of European eGovernment Services" dá conta de que três em cada cinco serviços públicos europeus já estão disponíveis via Internet e que, ao mesmo tempo, mais de metade destes (qualquer coisa como 54%) é "mobile friendly".

 

De acordo com o mesmo relatório, a Europa continua a amadurecer tudo aquilo que são práticas de governação electrónica, sendo que este estudo centra ainda atenções na necessidade de se ampliar a transparência dos serviços e de reforçar o investimento nos denominados "facilitadores digitais-chave", como a identificação electrónica, considerados "cruciais" para o reforço do eGovernment e para a criação de um mercado único digital ao longo dos próximos anos.

 

O 14.º Benchmark mostra ainda que, se por um lado os países aumentaram quantitativamente a disponibilidade online dos seus serviços públicos, por outro ainda são necessárias medidas qualitativas que devem ser implementadas o quanto antes. Entre estas, contam-se procedimentos de entrega de documentos "mais transparentes" e formulários online "pré-preenchidos com dados pessoais, para melhorar a experiência geral do serviço digital".

 

De qualquer forma, e de uma maneira geral, o desempenho do eGovernment na Europa caminha "no sentido certo", sendo que o relatório cita como progresso assinalável o facto de mais de metade dos serviços (54%) já serem totalmente pensados para os dispositivos móveis, contra apenas 27% em 2015.

 

Por seu turno, outro bom exemplo diz respeito ao foco cada vez maior no utilizador dos serviços públicos europeus que atingiu, neste "benchmark", a média de 85%.

 

Muito mais modesto foi o aumento verificado na mobilidade "cross-border", embora o estudo aponte a implementação da directiva eIDAS como uma boa aposta para ajudar a aumentar "a disponibilidade de informações e serviços para os cidadãos da União Europeia quando abrirem uma empresa além-fronteiras ou decidirem estudar no exterior".

 

Já a pensar no futuro, o documento aponta caminhos a seguir com claro destaque para o fortalecimento das medidas de transparência e um reforço do investimento em "facilitadores digitais-chave", tais como a identificação electrónica (eID) e a autenticação das fontes para reutilização dos dados.

 

No que diz respeito à transparência das entidades públicas, o trabalho deverá recair na recuperação do atraso relativo à divulgação de informações sobre o processo de entrega de serviços, das suas próprias responsabilidades e do seu desempenho, bem como sobre a utilização que é feita ao nível dos dados pessoais.

 

O relatório deste ano analisou mais de 10 mil websites nos países que compõem a UE a 28, tendo avaliado quer a quantidade quer também a qualidade dos serviços digitais com base em quatro importantes eventos de vida: começar um negócio, perder e encontrar um emprego, estudar e vida familiar.