Transformação Digital Três passos para digitalizar a empresa e melhorar as receitas

Três passos para digitalizar a empresa e melhorar as receitas

Colocar a empresa na era digital implica mudar rotinas, a atitude perante o cliente e apostar fortemente nas novas plataformas tecnológicas. Os resultados surgem mais tarde, em forma de receitas.
Três passos para digitalizar a empresa e melhorar as receitas
C-Studio 14 de fevereiro de 2018 às 10:16

As vendas e as receitas obtidas são uma métrica fundamental para avaliar a saúde financeira em todas as organizações.

 

O aumento do volume de vendas deverá ser uma prioridade para as empresas, embora nem sempre as melhores estratégias se enquadrem nos orçamentos mais limitados dos gestores.

 

De uma forma ou de outra, importa fazer contas ao "budget" e desenhar, a partir daí, uma abrangente e efectiva transformação digital que, na medida do possível, enquadre todos os sectores da organização.

 

Segundo dados de uma pesquisa realizada pelo Grupo Altimeter, entre as empresas que já implantaram a transformação digital, 41% aumentaram o seu "marketshare" e 30%, o nível de faturação ao consumidor. Por seu lado, 37% das organizações dizem ter registado um crescimento da relação do consumidor em canais digitais, enquanto 32% verificaram um aumento no número de visitantes no site e canais digitais.

Na verdade, a transformação digital é um caminho de sentido único e obrigatório, pelo que lhe deixamos aqui três ideias para entrar com a sua organização numa nova era:

 

#1 Definir o que pretende transformar em primeiro lugar

Antes de colocar mãos à obra e entrar no caminho da transformação digital, impõe-se que os responsáveis tenham a capacidade de delimitar, exactamente, onde a empresa pretende chegar. Não se assuste com a possibilidade de transformação de todo o modelo de negócio, até porque essa é, em larga medida, a opção mais seguida pelas organizações.

 

Independentemente do caminho escolhido, lembre-se de que a tecnologia deverá ser sempre vista como uma importante aliada para a captação de clientes, para o processamento de pedidos e pagamentos, para a entrega de produtos e serviços em tempo útil e, naturalmente, para a melhoria do relacionamento e do serviço pós-venda.

 

#2 Aumentar o "digital engagment"

O conceito de "digital engagment" tem vindo a ganhar relevância num contexto de transformação digital cada vez mais relevante no seio das organizações. O impacto do "e-commerce" e dos "e-tailers" na transformação dos hábitos de compra do consumidor é relevante e surge claramente associado também à forma como a inovação e a omnicanalidade somam valor à nova sociedade digital.

 

Nesse sentido, importa às organizações adoptar estratégias neste âmbito, através de medidas tão simples como a automatização do processo de buscas e de interacção com o cliente. No caso dos emails, convém que estes sejam direccionados, com os conteúdos certos e que, posteriormente, venham a ser avaliados tendo em conta taxas de abertura e conversão por assunto, tipo de conteúdo, "templates", etc.

 

#3 Melhore a "customer journey"

Melhorar a experiência de compra dos clientes é meio caminho andado para o sucesso do negócio. Clientes satisfeitos são boa publicidade, mais ainda numa altura em que as redes sociais assumem um peso relevante no processo de compra.

 

Considere na sua estratégia a adopção de conceitos "consumer centric" e "experience centric". O primeiro está focado na entrega de valor ao cliente, enquanto o segundo diz respeito a tudo aquilo que o cliente pode obter.

 

Ser "consumer centric" permite, desde logo, procurar desenvolver características nos produtos e serviços com três objectivos principais: responder às necessidades específicas dos consumidores (conscientes ou não); solucionar problemas crónicos ou prevenir que estes apareçam; e criar benefícios adicionais que tragam maior valor ao que se está a oferecer.

 

Contas feitas, a empresa deverá focar-se, claramente, na entrega de valor ao cliente, disponibilizando-lhe um serviço cada vez melhor. No final do dia, ganha o cliente, porque tem o que procura, e ganha a marca, o que acaba por se reflectir nas receitas da própria organização a médio/longo prazo.