Banca & Seguros Três tecnologias direccionadas às “fintech” para o próximo ano

Três tecnologias direccionadas às “fintech” para o próximo ano

As API abertas vão transformar o sector dos pagamentos, suportadas na introdução da legislação europeia PSD2, nas “regtech” e nos “chatbots”.
Três tecnologias direccionadas às “fintech” para o próximo ano
C-Studio 22 de agosto de 2017 às 11:27

As "fintech" são, por si só, uma indústria altamente disruptiva no seio do sector bancário. A verdade é que este tipo de organizações chegou para mudar a face da banca, trazendo para o mercado a oferta de um conjunto de serviços financeiros que se diferenciam pelas facilidades proporcionadas através do recurso à tecnologia e, nomeadamente, pela internet em si.

 

Na verdade, as "fintech" recorrem à tecnologia com o intuito de criar metodologias, processos e ferramentas que facilitam o acesso dos utilizadores aos serviços financeiros. Em resultado deste tipo de esforços, o cliente acaba por dispor de serviços mais práticos, com menor burocracia, baixos custos e assegurar ainda um elevado controlo sobre as suas operações financeiras.

As três principais tecnologias disruptivas nesta indústria em 2017 e 2018 são:

1. PSD2 e API abertas

 

Uma vez revista, a introdução da legislação europeia PSD2 irá redefinir o sector dos pagamentos, já que os operadores históricos enfrentam uma concorrência nova e aumentada, considera a Juniper Research. Por outro lado, os comerciantes e os consumidores vão passar a beneficiar de taxas e co-pagamentos mais reduzidos.

 

No estudo da Juniper, é possível perceber que esta legislação conduzirá à criação de inúmeras empresas terceirizadas que, à partida, se poderia pensar que viriam "prejudicar os ‘players’ já estabelecidos". No entanto, diz a Juniper, "existe uma oportunidade para a cooperação entre bancos e empresas em fase de arranque". Na realidade, as instituições "podem alavancar as suas empresas já estabelecidas em parcerias com start-ups de tecnologia mais ágil, tirando assim partido das vantagens de serem as primeiras no mercado".

 

2. "Regtech"

 

A Juniper acredita que as start-ups associadas ao conceito "regtech" estão prestes a assumir uma posição de destaque no mercado, já que permitem, entre outras coisas, uma assinalável economia de custos e eficiências de tempo, beneficiando claramente os consumidores.

 

Para as organizações bancárias e dos seguros, que enfrentam constantes mudanças regulatórias, a ajuda das "regtech" será fundamental, proporcionando maior segurança. Na verdade, a Juniper Research acredita que as "regtech" vão ajudar este tipo organizações a redefinir a forma através da qual poderão lidar com os aspectos cada vez mais complexos associados à conformidade, regulação e a tudo o que são relatórios de negócio. Desta forma, assegura-se uma efectiva redução ao nível de restrições de tempo e melhora-se também a qualidade e a precisão do trabalho.

 

3. "Chatbots"

 

Os "chatbots", ou programas automatizados ("script" ou baseados em inteligência artificial), visam permitir o estabelecimento de uma conversão com os clientes da mesma forma que ocorre a interacção tradicional entre duas pessoas.

 

No caso das "fintech", a Juniper considera que os "chatbots" vão permitir significativas reduções de custos, que podem chegar aos 4,4 mil milhões de dólares anuais em 2022.

 

A este propósito, Lauren Foye, responsável pelo estudo da Juniper, explicou que "os ‘chatbots’ estão a ser adoptados com bastante facilidade, verificando-se um aumento da sua utilização em diferentes plataformas como é o caso dos navegadores web e das aplicações de mensagem".

 

Além destas três tecnologias, consideradas as mais disruptivas nos próximos tempos ao nível das "fintech", o estudo da Juniper Research encontrou ainda outras que podem vir a ter um impacto significativo como é o caso da robótica e automação, dos pagamentos "invisíveis" ou do "blockchain", que não ganharam ainda espaço no mercado muito devido "a questões regulatórias".