Gestão & Administração Grandes empresas pouco preparadas para o negócio digital

Grandes empresas pouco preparadas para o negócio digital

Apenas 5% das grandes empresas conseguirão endereçar os requisitos de TI desta nova era; todos os outros estão a ser superados por concorrentes.
Grandes empresas pouco preparadas para o negócio digital
C-Studio 21 de abril de 2017 às 11:40

A Enterprise Strategy Group (ESG) revela que a maioria dos líderes da área de TI e dos decisores das grandes empresas de todo o mundo reconhece que as suas empresas ainda não abraçaram totalmente todos os pontos necessários do processo de transformação das TI para se manterem competitivas.

 

Elaborado a pedido da Dell EMC, o estudo refere ainda que, apesar de existir um claro imperativo para as empresas reverem todo o seu legado em termos de TI, a transformação digital acaba por ser o grande motor para que a transformação de TI esteja no topo das prioridades.

 

De qualquer forma, o estudo "ESG 2017 IT Transformation Maturity Curve" revela que "95% dos inquiridos indicam que as suas organizações estão em risco de serem ultrapassadas por um grupo de empresas da mesma indústria, que está a alterar as suas infra-estruturas de TI, os processos e os métodos de distribuição para acelerar os seus objectivos de transformação da empresa num ambiente digital".

 

Revela o mesmo trabalho que muitas organizações ainda medem os ciclos de actuação ao mês, ou mesmo ao ano; têm infra-estruturas em silos; e continuam a trabalhar com arquitecturas rígidas antigas, sendo que "tudo isto são barreiras à realização de uma transformação digital bem-sucedida".

 

Com base nas respostas dadas neste estudo global, as 1.000 empresas participantes foram segmentadas de acordo com as suas diferentes fases de maturidade em termos de transformação de TI:

 

Fase 1 – Legacy (12 por cento): ficam aquém da maioria em todas as dimensões da transformação de TI no estudo ESG;

 

Fase 2 – Emergente (42 por cento): mostram progresso no processo de transformação de TI, mas possuem uma implementação reduzida (mínima) de tecnologias modernas orientadas para os centros de dados;

 

Fase 3 – Evolução (41 por cento): estão comprometidas com o processo de transformação de TI e possuem uma implementação moderada de tecnologias para centros de dados modernos, e de métodos de distribuição de TI;

 

Fase 4 – Transformadas (5 por cento): as mais avançadas em termos de iniciativas de transformação de TI.

 

A maioria dos entrevistados (71%) concorda que a transformação de TI é essencial para a competitividade das organizações. Entre as empresas "Transformadas", 85% acreditam que as suas marcas estão numa posição "muito forte" ou "forte" para competir e ter sucesso nos respectivos mercados nos próximos anos. Segundo o estudo, este valor contrasta com os 43% de empresas com menor maturidade em TI.

 

Entre as organizações "Transformadas", 96% excederam as metas traçadas em termos de receita no ano passado, um valor duas vezes superior ao das empresas com menor maturidade, diz o estudo. Por seu lado, têm oito vezes mais probabilidades "de conseguir uma relação altamente cooperativa entre as TI e o negócio, face às organizações com menor maturidade".

 

Diz ainda o ESG que a adopção de tecnologias modernas de centros de dados, como sistemas de armazenamento "scale-out" e infra-estruturas convergentes/hiperconvergentes, "pode melhorar a agilidade e a capacidade de resposta de fornecimento de infra-estrutura, de disponibilização de projectos de TI e de desenvolvimento de aplicações". Já a adopção de processos de TI modernos – como recursos de aprovisionamento em modelo "self-service", a gestão das TI como uma "cloud" pública e a utilização de metodologias DevOps – "pode ser um atributo para uma transformação de sucesso".

 

A transformação de TI é frequentemente correlacionada com uma relação mais cooperativa e efectiva entre as TI e os negócios, facto que foi validado pelo estudo. Contas feitas, 36% das organizações de TI e dos seus resultados são avaliados mensalmente pela C-suite ou pelo conselho de administração, e 38 por cento são avaliadas trimestralmente.