Mobilidade O motor das API na transformação digital

O motor das API na transformação digital

As API são um factor essencial no processo de transformação digital, sendo que a definição de uma estratégia vencedora que integre este tipo de interface é meio caminho andado para o sucesso do negócio.
O motor das API na transformação digital
C-Studio 03 de março de 2017 às 11:39

Falar em transformação digital é falar, obrigatoriamente, em API. A sigla, por si só, pode até nem dizer grande coisa à larga maioria de nós, mas trata-se do acrónimo para Application Programming Interface ou Interface de Programação de Aplicações, em português.

 

Na verdade, as API não são mais do que um conjunto de padrões de programação desenhados para permitir a criação de aplicações de forma mais fácil e também a sua utilização.

 

As API funcionam através da comunicação entre diversos códigos, o que lhes permite definir e estabelecer comportamentos específicos de determinados objectos e numa dada interface.

 

A verdade é que cabe à API fazer todo o trabalho, promovendo a interligação entre funções de um dado site (desde a procura de imagens, notícias, etc.) permitindo assim a sua utilização em diversas outras aplicações.

 

Se estivermos a falar da rede das redes – a World Wide Web –, existe um sem-número de serviços que já apresentam os seus códigos livremente para serem utlizados em sites diferentes. O melhor dos exemplos será, certamente, o Google Maps que permite a outros sites embeberem dentro das suas páginas o código original da Google e, a partir daí, dar-lhe a utilização que considerem mais indicada.

 

Na sequência, e sempre que um utilizador procurar, por exemplo, a localização de um restaurante ou um museu, numa dada cidade, tem a possibilidade de visualizar directamente no Google Maps o local exacto correspondente à morada que procura.

Mas as API estão ainda presentes em locais tão diversos como a transmissão de áudio e vídeo, navegadores ou nas aplicações associadas a determinadas linguagens, entre outros.

 

Tendo em conta todo este cenário, não será, portanto, de estranhar que se diga que a transformação digital precisa, obrigatoriamente, de API.

 

Na realidade, definir uma estratégia vencedora em matéria de API contribui significativamente para o sucesso do negócio. E, nesta caminhada, importa saber à partida que os maiores e melhores activos digitais são sempre aqueles que dizem respeito ao "core" da oferta de cada organização.

Embora seja possível (e nada indesejável) que se desenhem API para situações do dia-a-dia como operações de recursos humanos ou financeiras, a verdade é que o grande poder das API está na inovação.

 

Esse tipo de orientações deve partir, desde logo, do CIO da organização, que deverá procurar desenvolver e suportar API orientadas ao negócio. Além disso, esta é também uma política que pode e deve ser abraçada e sublinhada fortemente pelo CEO da organização, de modo que seja entendida por todos os elementos da empresa como crucial e na qual vale a pena investir.

 

Só assim será também possível passar o valor e a importância deste tipo de estratégias e passos para o cliente final.

 

E, se já começou a tratar do desenvolvimento das suas API ou considerou abraçar este tipo de estratégia brevemente dentro da sua organização, então convém não esquecer que todas as API precisam de ser geridas. Não o fazer é abrir portas a um conjunto de API paradas, sem valor para o negócio, que podem gerar falhar de segurança e que, no final das contas, não têm qualquer tipo de utilidade.

 

As soluções de API "management" podem ser a resposta neste caso, já que permitem analisar o pacote de resultados obtidos versus os que estavam planeados no início do projecto, reforçar a segurança no acesso às API ou acelerar a adesão dos utilizadores às mesmas.