Sector Público Autarquias digitais e mais participativas

Autarquias digitais e mais participativas

As novas tecnologias vieram aproximar o cidadão da governação local, dando voz aos munícipes e fomentando uma comunicação constante entre os dois lados.
Autarquias digitais e mais participativas
Negócios 23 de março de 2017 às 10:19

Nem só nas grandes e pesadas empresas, nas organizações mais ou menos modernas ou na Administração Pública Central se faz transformação digital. O conceito – e as suas indiscutíveis mais-valias – estão disponíveis a todos quantos as queiram aproveitar e delas tirar partido para melhor servir os seus parceiros de negócio, os seus clientes, os seus eleitores e, até mesmo, os seus munícipes.

 

E se, no caso da Administração Pública Central, são já visíveis vários exemplos de transformação digital, com a adesão às novas plataformas tecnológicas a fazer-se a um ritmo mais ou menos acelerado, a verdade é que também na Administração Local se começam a ver projectos dignos de registo.  

 

Tendo necessariamente de estar mais próximos dos seus munícipes, as juntas de freguesia sentem uma maior pressão em responder rápida e eficazmente a quem as procura, a quem lhes coloca dúvidas ou apresenta problemas.  

 

Ao longo desta caminhada pela digitalização, uma ajuda a ter em conta é o portal e-freguesias. Trata-se de uma plataforma de serviços partilhados, promovida pela ANAFRE – Associação Nacional de Freguesias –, através da qual as freguesias são convidadas a disponibilizar um conjunto de serviços online, sempre num modelo "self-service".

 

O portal permite ainda aos cidadãos passarem a contar com um atendimento digital assistido. O e-freguesias representa um único ponto de acesso para as freguesias disponibilizarem os seus serviços online, permitindo-lhes interagir com os seus utentes, disponibilizando-lhes conteúdos, informações, eventos, notícias, destaques e documentos.

A necessidade de dotar o cidadão de um conjunto de ferramentas que lhe permitam ser mais autónomo, na sua intervenção a nível local, impulsionou a criação deste portal único de serviços partilhados.

 

Uma Estrela em palco

Um outro exemplo concreto do muito que a transformação digital e a aproximação às novas plataformas poderá trazer de mais-valias é o caso da Junta de Freguesia da Estrela. Com perto de 20 mil residentes, o autarca local, Luís Newton, tem vindo a desenvolver um trabalho que mereceu já destaque entre várias entidades, com quatro prémios atribuídos.       

 

Para os assegurar, a Junta de Freguesia da Estrela conta no seu portefólio com vários projectos digitais, iniciados em 2013: o primeiro chama-se GeoEstrela e é, nada mais, do que uma app que procura dar voz aos moradores; um segundo projecto é o Estrela Limpa, cujo objectivo é optimizar os serviços de varredura, lavagem e remoção de ervas nas ruas da freguesia.

 

Finalmente, foi ainda desenvolvido o Estrela Participa, que convida os moradores a darem sugestões de projectos ou alterações possíveis à freguesia.  

 

Os três têm uma indispensável base digital e tecnológica, sendo totalmente replicáveis e escaláveis.

 

O reconhecimento internacional chegou à Junta de Freguesia da Estrela através do CIOCITY 2016: o trabalho ali desenvolvido foi considerado um dos três melhores projectos europeus no âmbito do sector públlico.