Weekend A grande pantera

A grande pantera

A Cartier, símbolo do classicismo na relojoaria e na joalharia, regressa com a inconfundível colecção Panthère. Moderna e memorável.
A grande pantera
Fernando Sobral 10 de junho de 2017 às 11:00
A Cartier é muitas coisas: ao mesmo tempo clássica e chique. Memorável e moderna. E isso tem-se aplicado, ao longo dos tempos, às suas propostas em diferentes áreas do luxo. Desde a sua criação tem apresentado uma gama de relógios que marcaram épocas, do Tank ao mais recente Panthère. E foi este símbolo da sua relojoaria que a Cartier recuperou este ano como foco principal da sua colecção de relógios. A aposta é forte e compreensível. Até porque tem muito que ver com o imaginário da marca. A pantera foi usada pela primeira vez numa pintura pedida por Louis Cartier em 1914 ("Woman with a Panther" de George Barbier). Cartier gostou tanto da pintura que rapidamente se tornou um símbolo da marca. Em finais de 1914, surgiu a primeira peça da Cartier associada à pantera - um relógio de bracelete de pedra ónix e diamantes. A colecção de relógios Panthère propriamente dita haveria apenas de ser lançada em 1983 e esteve presente até ao início do século XXI, quando foi descontinuada.

Mas o apelo era grande. E é assim que ela ressurge em dois tamanhos, pequeno e médio, com 22 mm e 27 mm de diâmetro, respectivamente. Usa um movimento quartz, mas isso parece pouco relevante, já que este relógio não é sobre tecnologia, mas sim sobre estética, beleza e perfeição. Surge disponível em ouro amarelo, ouro rosa e ouro rosa, tal como em ouro branco coberto de diamantes. A gama de oferta é vasta para diferentes clientes que são atraídos pela luz da Cartier. Imagem de uma era (os anos 80 e 90 do século XX) que recupera aqui a sua aura, colocando-se novamente como um símbolo, com a sua bracelete sensual e uma estética intuitiva. Trata-se de um relógio de culto dentro do universo Cartier e é, claro, um objecto que fascina o público feminino. No fundo, representa o conceito muito forte da Cartier no universo da alta relojoaria e na sua ligação à alta joalharia, como tem sido sempre um objectivo da marca. Que aqui volta a resplandecer.


Radical

A MB&F continua a surpreender-nos com belas obras de relojoaria. É o caso de uma das mais radicais máquinas lançadas até aos nossos dias, a Horological Machine n.º6. As edições iniciais "Space Pirats" (em titânio e ouro vermelho) foram evoluindo para as "SV", mostrando o calibre HM6 de 496 componentes, no meio de uma complexa estrutura de metais preciosos e cristal de safira. Mas a linha era para ser continuada. É assim que surge o HM6 Alien Nation, cuja caixa é feita apenas de cristal de safira. No caso, 12 diferentes cristais de safira que necessitam de estar em conjunção perfeita, o que resulta numa caixa 100% transparente. Depois a marca preocupou-se com a luminosidade, já que o ambiente desta versão do HM6 tem que ver também com o universo das viagens espaciais: está escuro no espaço circundante. Assim, através de uma mistura de LumiNova e AGT Ultra, o objecto é iluminado. Depois esta obra de arte tem uma "tripulação de aliens", que é preciso descobrir com calma. Ou seja, esta proposta da MB&F é mais uma vez uma viagem perfeita ao universo da criatividade sem limites e sem fronteiras. Onde a alta relojoaria está ao serviço da imaginação e das propostas criativas mais radicais. E desta obra só existem quatro peças disponíveis. O que diz tudo sobre a sua raridade. 





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