Weekend Alta relojoaria: Mergulho a horas

Alta relojoaria: Mergulho a horas

O mar é o grande fascínio da Ulysse Nardin e isso é visível nesta sua nova proposta, o robusto Diver Black Sea.
Alta relojoaria: Mergulho a horas
Fernando Sobral 14 de janeiro de 2017 às 14:00
É uma ligação histórica aquela que junta a Ulysse Nardin e o mergulho. E isso é visível neste belo Diver Black Sea, que faz parte da colecção Diver, que teve sempre como fio condutor criar relógios extremamente confiáveis para quem pratica o mergulho. Ao mesmo tempo, a marca quer que eles sejam relógios de desporto atraentes. Como é o caso. Com um diâmetro de 45,8 mm, numa caixa de aço com revestimento de borracha de cor negra mate, usa um calibre UN-26.

É resistente até uma profundidade de 200 metros. Uma boa proposta para quem busca um relógio de características desportivas. E mais uma afirmação de criatividade da marca suíça, fundada em 1846 em Le Locle, onde continuou a manter a produção desde então. A marca é conhecida sobretudo pela concepção e produção de fiáveis cronómetros de características náuticas, que foram fornecidos a partir do início do século XIX aos navios de muitos países.

Ulysse Nardin, o criador, começou por estudar relojoaria sob a batuta do seu pai, Leonard-Frederic Nardin, e desenvolveu os seus conhecimentos sob a tutela de Frédéric-William Dubois e de Louis Jean-Richard-Dit-Bressel, dois mestres relojoeiros cuja fama era conhecida fora das fronteiras geográficas das montanhas de Neuchâtel. Em 1983, a empresa foi adquirida pelo empresário Rolf W. Schnyder que, em conjunto com o mestre relojoeiro Ludwig Oechslin, relançou a marca. O seu objectivo era criar complicações com modernos materiais e técnicas de produção dos nossos tempos.

Em 2014, a Ulysse Nardin foi comprada pelo Kering Group. Uma das mais vistosas propostas das últimas décadas da marca foi a Trilogia do Tempo, uma colecção que incorporava três diferentes peças de características astrológicas, começando pelo "Astrolabium Galileo Galilei" de 1985, que apresenta o tempo local e o solar, tal como as órbitas e eclipses do sol e da lua, e a posição de algumas das mais conhecidas estrelas. Seria seguido pelo "Planetarium Copernicus", em 1988, e pelo "Tellurium Johannes Kepler", em 1992. Tudo símbolos da eficácia e da inovação. Tal como da beleza e acuidade, típicas das obras desta marca.


Esmeraldas

Harry Winston Emerald
Ouro branco e diamantes

A Emerald Collection é fortemente inspirada pelo corte de diamantes preferido de Harry Winston, o criador e inspirador da marca. E tornou-se um símbolo das obras da marca. O corte de Winston foi considerado o mais elegante e lisonjeiro de pedras preciosas e ficou intimamente ligado às criações do joalheiro de Nova Iorque. O azul intenso e os mostradores brancos, os diamantes e a caixa distinta da colecção Emerald baseiam-se directamente no legado do criador. Este relógio é assim uma preciosa obra de arte para se mostrar num pulso.

Recorde-se que Harry Winston (falecido em 1978) era um joalheiro norte-americano. Entre os seus mais conhecidos feitos realçam-se a dádiva do diamante Hope à Smithsonian Institution, depois de a ter na sua posse durante uma década. Também negociou o Diamante Português (que terá pertencido à Coroa portuguesa) com a Smithsonian em 1963. Winston abriu a sua primeira loja em Nova Iorque em 1932, mas a criação do seu império começou antes, quando em 1926 (em plena euforia dos "roaring twenties") comprou a colecção de jóias de Arabella Huntington (mulher do magnata dos caminhos-de-ferro Henry Huntington) por 1,2 milhões de dólares. Arabella tinha uma das maiores colecções de jóias do mundo, muitas delas com o selo Cartier. Winston redesenhou as jóias em estilos mais contemporâneos. E aí criou o seu mito que viria a ser imortalizado no filme "Os homens preferem as Louras" onde a canção "Diamonds Are a Girl's Best Friend" tem uma interjeição onde se diz: "Talk to me, Harry Winston, tell me about it." Este relógio tem que ver com esse universo mítico.





A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub