Weekend Chamonix: Todo o charme de um refúgio de montanha

Chamonix: Todo o charme de um refúgio de montanha

Esta pequena cidade junto ao Mont Blanc ficou famosa desde que organizou os Jogos Olímpicos de Inverno, em 1924, e foi ganhando popularidade ao longo das décadas, pela qualidade – e quantidade – das suas pistas de esqui e “snowboard”.
Miguel Pedro Vieira 12 de fevereiro de 2017 às 10:00
É uma das cidades de montanha mais charmosas do mundo, e também uma das mais famosas. Chamonix é conhecida desde que recebeu os Jogos Olímpicos de Inverno, em 1924, ganhando notoriedade como refúgio natural da classe alta francesa nas décadas seguintes, fruto da sua exclusividade e da inacessibilidade de então.

Com o tempo, foi-se tornando mais popular, estando muito próxima da fronteira com a Suíça e a Itália, mas tendo, como barreira naturais, o Mont Blanc ou as montanhas que ostentam os mundialmente famosos picos Aiguilles Rouges e Aiguille du Midi. Ainda assim, o crescimento foi sustentado, respeitando a imponência e o valor que a natureza continua a exercer sobre a região.

Quem passeia pelas ruas percebe que se registou alguma modernização, mas o charme é o mesmo de sempre. Ruas tranquilas, com estabelecimentos comerciais antigos, flores aqui e ali, cafés e restaurantes que respeitam a longa história desta cidade de menos de 10 mil habitantes. No Verão, é muito mais fácil ali chegar, qualquer que seja a proveniência: a rede de infra-estruturas é moderna e só a aproximação a Chamonix continua a apresentar algumas dificuldades, quer pelas derrocadas que, de vez em quando, afectam as estradas de acesso, quer pelo facto de os últimos quilómetros de percurso serem algo sinuosos. A cidade é alegre, com uma pequena feira montada num descampado junto ao centro, esplanadas e todo um ambiente de montanha que pede para se respirar fundo. A arquitectura local, que mistura a típica construção francesa com os edifícios que se encontram em famosas cidades de montanha, obriga-nos a parar a cada instante para mais uma fotografia.

Mas é no Inverno que assistimos a um verdadeiro espectáculo. O clima frio obriga a vestir um casaco mais quente, mas a cidade sofre uma extraordinária transformação. Ganha vida, os visitantes são aos milhares, à procura da pista ideal para a prática do esqui. Os hotéis enchem-se, mesmo que os preços aumentem de forma brutal, os apartamentos que passam o ano vazios são alugados para mais e mais turistas entusiasmados. Enchem-se também as ruas de pessoas, principalmente para os passeios ao final da tarde, depois das manhãs passadas nas montanhas. Este charme que se encontra na cidade junta-se à tranquilidade dos visitantes para tornar Chamonix a cidade ideal para umas férias de Inverno. É aqui que se concentram também as lojas que alugam e vendem equipamentos de esqui e mesmo a rede local de autocarros - cuja frequência aumenta drasticamente com tanta procura - ganha uma utilidade ainda maior, uma vez que permite que não se tire o automóvel do alojamento e se chegue com toda a facilidade a qualquer das pistas de esqui das redondezas.

Pistas para todos os gostos

Chamonix conta com 157 quilómetros de pistas para esquiar, mais as centenas e centenas de quilómetros não vigiados no meio das montanhas. No total, são seis os locais para praticar desporto. Há uma zona destinada a quem está a dar os primeiros passos mesmo na cidade, o Teleski de Savoy, embora haja uma série de outros locais onde pode aprender a esquiar ou a fazer "snowboard".

A área de Le Brévent é a mais próxima do centro de Chamonix, embora a sua inclinação seja mais indicada para praticantes intermédios ou mesmo avançados. Mesmo ao lado está La Flégère, que se liga a Le Brévent por um teleférico edificado em 1997; estas pistas destinam-se a todo o tipo de praticantes, já que são diversas as pistas disponíveis. Temos ainda a ainda de Les Grands Montets, com Lognan e La Pendant, um local que é o maior de todo o vale de Chamonix, chegando no máximo aos 3.300 metros de altitude: tem um complexo sistema de elevadores e teleféricos, em modernização constante nos últimos anos, que fazem a ligação a as diversas montanhas das redondezas, até à aldeia de Argentière.

A área de Le Tour, Vallorcine e Balme é igualmente muito aconselhável, mas para aqueles que visitam menos vezes as montanhas. Destina-se a iniciados ou a praticantes intermédios, sendo considerada a melhor estância de Chamonix; no total, dispõe de nada menos que 19 pistas, das diversas cores, predominando no entanto as azuis (são 11), que são destinadas a iniciados. Les Houches vale pela sua vista fantástica para o Mont Blanc, a montanha branca, a mais alta dos Alpes e da União Europeia, com 4.808 metros, acessível por um incrível teleférico que atinge os 3.842 metros na Aiguille du Midi. Esta estância destina-se igualmente aos menos experientes, sendo diferentes das restantes por ter alguns percursos por entre as árvores. Finalmente, La Vormaine: localize-se junto à aldeia de Le Tour, a 1.464 metros, junto a um glaciar e com vistas igualmente incríveis do Mont Blanc, sendo a mais indicada para quem está a praticar esqui ou "snowboard" pela primeira vez.

Com pistas para todos os gostos, é importante saber que viajar de autocarro pela cidade é gratuito, desde que o alojamento seja na cidade. Antes de escolher a estância, importa ter um passe, que permite viajar nos elevadores e nos teleféricos de acesso às pistas. Há dois disponíveis: o Mont Blanc Unlimited custa 275 euros e serve para todas as montanhas, e o Mon Blanc Le Pass, que custa 230 euros e permite o acesso a todas as pistas abaixo dos 2.500 metros, que são a maioria; ambos são válidos por seis dias, que é normalmente o prazo indicado para os cursos de esqui ou "snowboard", e para os alojamentos (de sábado a sábado).


Como chegar

A melhor forma de chegar a Chamonix desde Portugal é voar para a cidade suíça de Genebra. Há voos da TAP que podem custar cerca de 80 euros (ida e volta), se comprados com alguma antecedência; a Easyjet também voa directamente desde Portugal para aquele destino, por preços inferiores a 60 euros. É preciso, no entanto, ter algum cuidado na marcação, uma vez que as estâncias de esqui na França e Suíça trabalham muito com datas fixas, com entradas e saídas ao sábado. Isto torna os preços mais elevados, a não ser que haja alguma flexibilidade, quanto mais não seja para ficar um dia em Genebra. Para chegar a Chamonix, pode recorrer-se ao carro alugado (os preços variam muito), comboio (desaconselhável por não haver ligações directas) ou autocarro, sem dúvida a alternativa mais popular: demora pouco mais de uma hora e custa a partir de 40 euros (ida e volta), sem paragens.

Onde ficar

Tratando-se de uma estância de esqui, a época alta é precisamente a do Inverno. Os hotéis apresentam preços muito elevados para a média da região, a rondar os 200 euros por noite se for mesmo no centro da cidade. No entanto, prolifera igualmente o aluguer de apartamentos de curta duração; sendo mais do que uma pessoa - grupos de amigos ou mais do que um casal, por exemplo -, acaba por ser uma alternativa bem mais compensadora. Dependendo da localização, pode custar cerca de 1.500 euros por uma semana.

Como circular

Tratando-se de uma cidade pequena e muito acolhedora, desaconselha-se totalmente a utilização de automóvel, até porque não é prático para a deslocação para as pistas de esqui. Fazendo a reserva de alojamento num qualquer hotel ou apartamento da cidade, ou comprando o acesso às pistas, é sempre oferecido um passe gratuito para circular de autocarro.

Quando ir

O Natal e o Ano Novo são alturas mais populares, uma vez que as famílias gostam de desportos de neve com os filhos em férias. Para evitar confusões, o mês de Janeiro é, por isso, mais aconselhável; há neve de qualidade e podemos andar mais ou menos descansados, uma vez que as famílias regressam ao trabalho (e as crianças à escola) e as pistas estão muito menos ocupadas. Fevereiro volta a ter uma ocupação acima da média, mas é a melhor altura para esquiar. Quanto a Março, já depende muito do clima; há dias mais bonitos, mas as pistas podem já não ter as melhores condições.





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