Automóveis Jeep Compass: O regresso do pequeno "yankee"

Jeep Compass: O regresso do pequeno "yankee"

A Jeep regressa ao segmento dos SUV compactos com um Compass cem por cento novo e esteticamente bem conseguido. Nada a ver com a anterior geração, lançada em 2006.
Adriano Oliveira 08 de julho de 2017 às 16:00
€ n.d.

Jeep Compass sport 1.4 140cv 4x2

Motor: dianteiro transversal, ferro/alumínio, gasolina, 4 cilindros em linha, 16 válvulas, injecção indirecta, turbo, intercooler, "start/stop".
Cilindrada: 1.368 cc.
Potência: 140 cv às 5.500 rpm.
Binário: 230 Nm às 1.750 rpm.
Velocidade máxima: 195 km/h.
Aceleração: 9,8s 0-100 km/h.
Tracção: dianteira.
Transmissão: manual de seis velocidades.
Consumo misto: 6,2l/100 km.
Consumo urbano: 7,8l/100 km.
Consumo extra-urbano: 5,2l/100 km.
Emissões CO2: 143 g/km (Euro VI).


O novo Jeep Compass, que agora regressa ao segmento dos utilitários-desportivos compactos, tem pouco a ver com a anterior geração. Muito bem conseguido a nível estético, o modelo arranca sobre novas e melhores bases. O construtor americano (agora sob o controlo da Fiat), apostou sobretudo no design e fez um Compass como um pequeno Grand Cherokee.

Esta ligação entre os dois modelos quase que os confunde quando observados da parte dianteira, em especial a versão Limited, já que a Trailhawk, mais talhada para o todo-o-terreno apresenta um aspecto diferente, com a dianteira elevada para melhorar o ângulo de ataque.

O novo Compass partilha a plataforma do Renegade, alongada em mais 8 cm em benefício da distância entre eixos, para responder às necessidades de habitabilidade.

Na gama Jeep, o Compass (4,39m) posiciona-se entre o Renegade (4,26m) e o Cherokee (4,62 m).

Esteticamente, o Compass distingue-se da generalidade dos concorrentes pela famosa grelha frontal de sete entradas, típica da marca, as cavas das rodas com formato trapezoidal, e o tecto com um tom dissociado.

Já o habitáculo é um pouco como os outros, com um painel de bordo bastante impessoal. Pena que a Jeep não tenha conseguido transportar a sua assinatura para o interior, como o fez para o Renegade. Em contrapartida, o equipamento está actualizado e pode ser reforçado, opcionalmente.

O novo Compass é fabricado no México, na mesma linha de produção que antes era dedicada ao Chrysler PT Cruiser, e as primeiras unidades só vão chegar ao mercado nacional em Outubro. Preços só mais próximo do lançamento. A comercialização da Jeep no nosso país, até agora assegurada pelo Grupo Bergé, passa em Setembro para a FCA Portugal.

A gama propõe duas motorizações a gasolina de 140 e 170 cv e três níveis de potência a gasóleo: 120, 140 e 170 cv. A transmissão 4x4 e a caixa automática de nove relações reforçam o atractivo da gama, mas é pena que a Jeep não tenha uma caixa automática associada às versões 4x2, muito procuradas neste tipo de veículos.

Do lado do equipamento, a gama articula-se em torno de quatro acabamentos: Sport, Longitude, Limited - o topo de gama em termos de requinte, tecnologia de série e equipamento - e Trailhawk, a versão mais adaptada ao todo-o-terreno, graças às suas funcionalidades de série especificamente concebidas para clientes que exigem o melhor desempenho fora da estrada.


Destaques

A Jeep escolheu Portugal para a apresentação e ensaios dinâmicos do novo Compass à Comunicação Social.

Conectividade

No interior, a Jeep oferece vários ecrãs para o sistema UConnect (5, 7 e 8,4 polegadas). Os maiores têm alta definição e incluem Android Auto e Apple CarPlay. Nas versões de tracção integral, o comando rotativo do sistema Select Terrain permite escolher os modos de condução.

Segurança

O Compass vem equipado com cerca de 70 sistemas diferentes de segurança e apoio à condução. Destaque para o aviso de colisão dianteira eminente e aviso de transposição involuntária de faixa (ambos de série em todos os níveis) com recentragem do veículo.




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