Weekend Muhammad Ali: A hora do boxe

Muhammad Ali: A hora do boxe

Muhammad Ali é uma das lendas do desporto no século XX. Não admira que a TAG Heuer o tenha homenageado e aproveitado para lançar um relógio que recorda a sua vida única no mundo do boxe.
Muhammad Ali: A hora do boxe
Fernando Sobral 11 de Novembro de 2016 às 15:00
O boxe tem que ver com precisão. Com certeza. Com segurança. Com a capacidade de surpreender. Tal como a alta relojoaria. Talvez isso una para sempre Muhammad Ali e os relógios. O pugilista foi um homem do seu tempo. E de todos os tempos. Ficou na memória. Como os grandes relógios. A homenagem que a TAG Heuer lhe fez recentemente em Nova Iorque, numa gala de beneficência, e que contou com a presença da sua esposa, Lonnie Ali, bem como do CEO da TAG Heuer, Jean-Claude Biver, e de estrelas do boxe que lutaram contra ele, como Evander Holyfield, Roberto Durán ou Julio César Chávez, marcou também a apresentação de uma edição especial do relógio de aço "Tribute to Muhammad Ali", inspirado no famoso relógio Ring-Master do Museu TAG Heuer. Nessa mesma noite, ocorreu um leilão de uma peça comemorativa exclusiva da TAG Heuer em ouro, em favor do Muhammad Ali Center, em Louisville, no Kentucky, que foi vendida numa caixa exclusiva com um par de luvas assinadas por Muhammad Ali.

No fundo, é a lenda do grande pugilista que marcou este momento. Os fãs de Ali ainda hoje recordam os seus grandes combates e, sobretudo, a sua invulgar forma de estar na vida, como um rebelde sem pausas. Outros relembram um dos mais fascinantes combates de boxe alguma vez travados: estávamos em 1974 e o Congo chamava-se Zaire. No poder, estava um ditador, Mobutu Sese Seko, que viu no combate que iria decidir o título de campeão mundial de pesos-pesados uma forma de se projectar internacionalmente.

Nos Estados Unidos, um outro homem via nascer a sua estrela da sorte: Don King, depois de um passado na margem da lei, tornara-se um empresário de sucesso. Era próximo de Ali que, na altura, também procurava reconstruir a sua carreira. Ali renunciara ao seu nome de nascimento, Cassius Clay, e tornara-se campeão mundial de pesos-pesados quando derrotara, com apenas 22 anos, Sonny Liston em 1964. Tinha sido um combate fulgurante.

Ali tornou-se rapidamente uma figura controversa: tornou-se activo politicamente num momento de grandes mudanças sociais nos EUA e da guerra do Vietname. Aliou-se ao emergente movimento Nação do Islão. Em 1967, quando foi convocado pelo exército para ir para o Vietname, Ali recusou-se. Respondeu de forma irónica: "Eu não tenho problemas com os vietcongs, nunca um deles me chamou crioulo." Perdeu a licença para lutar durante quatro anos. Só em 1970 pôde voltar aos ringues. Durante três anos, fez combates com pugilistas de pouca dimensão. A possibilidade de combater com George Foreman, que antes tinha ganho a Joe Frazier, em 1974, era o regresso à glória. Don King prometeu a Ali e a Foreman 5 milhões de dólares. Isto, apesar de não ter um cêntimo. Mas, com a assinatura dos dois, foi em busca de patrocínio. E encontrou Mobutu. O boxe regressava a África. Celebrava-se ali a música negra, porque o combate tinha espectáculos agregados, como a presença em palco de astros como James Brown, B. B. King ou os Crusaders.

O dia 30 de Outubro, depois de um adiamento, marca o combate onde, mais uma vez, Ali demonstrou porque é que era um combatente temível: fazia jus ao seu princípio de actuação no ringue. Dizia: "Voe como uma borboleta, mas ferroe como uma abelha."

Na altura, poucos acreditavam que Ali pudesse derrotar Foreman, então um jovem com a força máxima. Ali, com mais sete anos, usou a táctica para derrubar o poder físico. Foreman passou o tempo a golpear Ali sem misericórdia. Ali deixou-o cansar-se. E depois começou a ripostar. E, ao oitavo assalto, derrubou Foreman. Ali era novamente campeão mundial de pesos-pesados, 10 anos depois.

Tantos anos depois, Ali continua a ser uma das mais fascinantes faces do desporto no século XX. A homenagem ao pugilista decorreu no ginásio Gleasin's Gym, em Nova Iorque. Foi ali que treinou para o combate de 1964 com Sonny Liston. Com essa vitória, Ali criou a sua própria lenda. Para lembrar toda esta carreira magnífica, a TAG Heuer criou o relógio de ouro exclusivo "Tributo a Muhammad Ali" e também uma série especial em aço, um Carrera Calibre 5 "Ring Master". Tem mostrador preto e pulseira em couro, um diâmetro de 43 mm, caixa e aro fixo em aço polido, coroa polida com brasão TAG Heuer às 3h, coroa às 10h com linha em vermelho brilhante laqueado, vidro de safira com anti-reflexo dupla face e anti-risco e um retrato de Muhammad Ali gravado na parte de trás do relógio com uma gravação exclusiva: "Tribute to Muhammad Ali". O mostrador é preto opalino, com números luminescentes em branco e anel giratório com a contagem de "rounds" do boxe, de 1 a 15. Uma forma única de homenagem o tempo de um dos maiores desportistas de sempre.

Nova Iorque foi o palco para a grande homenagem que Muhammad Ali merecia. Recordando a sua mítica presença nos ringues.
Nova Iorque foi o palco para a grande homenagem que Muhammad Ali merecia. Recordando a sua mítica presença nos ringues.






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