Weekend O Kruger Park e os animais no seu esplendor

O Kruger Park e os animais no seu esplendor

O Kruger Park já foi território de exploradores de ouro. Hoje é o maior parque natural da vida selvagem, como uma área quatro vezes superior à do Algarve. Lá, pode perder-se todo o tempo, porque esse tempo nunca será dado como perdido.
O Kruger Park e os animais no seu esplendor
Mike Hutchings/Reuters
Celso Filipe 08 de Outubro de 2016 às 11:30
Quando se passeia em viatura própria pelo Kruger Park não deve sair do carro, nem sequer abrir as janelas. Os perigos são vários. Os predadores podem atacar a qualquer momento e os macacos podem invadir as viaturas, criando situações de risco. O autor destas linhas desrespeitou as regras elementares e deixou-se capturar pela adrenalina. Por desconhecimento. O que não o torna menos irresponsável, transformando-o num mero tonto com sorte. O alerta soou quando, mais uma vez na estrada, a apontar com a câmara do telemóvel para um rinoceronte, ouviu uma ordem estridente "get in your car".

A estultícia foi então substituída pela prudência e a visita continuou. O Kruger Park, situado na África do Sul, na fronteira com Moçambique, é porventura o parque que melhor cuida dos animais que habitam a savana africana. Bem, o Kruger Park podia até ser um país, tendo em conta que ocupa uma área de 20.000 quilómetro quadrados, igual à de Israel ou da Eslovénia. E, para trazer a comparação para território mais familiar, acrescente-se, é quatro vezes superior ao Algarve. Hotéis? O site Booking identifica a existência de 447, entre o eles o português Pestana Lodge.

Portanto, o que aqui se conta é uma visita a uma ínfima parte do Kruger, a qual torna perene o desejo de lá voltar. Pelos animais, que não se viu, e pela imensidão da paisagem, que tira sentido ao conceito do "não há tempo a perder". Lá, pode perder-se todo o tempo, porque esse tempo nunca será dado como perdido. O conceito estafado, "em comunhão com a natureza", encaixa de forma perfeita. É verdade que o parque recebe um milhão de visitantes por ano e que os restaurantes que lá se situam estão repletos, mas acontece que a vastidão do território faz com que os visitantes tenham a sensação de que aquele mundo é só seu.



No Kruger Parker, habitam 5.000 girafas, 13.000 elefantes e 5.000 rinocerontes. A oferta turística é grande e diversificada.



O Kruger é um santuário para os animais, mas também pode ser um santuário para o homem. A natureza em estado puro sublinha a pequenez da existência, remete-nos para o princípio de tudo. "As pessoas apenas vêem beleza no mundo natural, ele não te tenta vender nada, não tenta ganhar o teu voto, não te conta mentiras e é cheio de surpresas", sintetizou David Attenbourgh, o homem que transformou os programas sobre a vida animal em êxitos televisivos, numa entrevista à revista brasileira Galileu.

A ideia de criar o Kruger Park surgiu em 1895, quando dois membros do Parlamento sul-africano, Jakob Louís va Wyk e R.K. Loveday, submeteram a proposta a votação, tendo a mesma vencido pela margem mínima de um voto. Três anos mais tarde, o então presidente da República do Transvaal, Paul Kruger, formalizou a constituição de um "Parque Natural da Vida Selvagem", que em 1926 acabaria por ser baptizado com o apelido do antigo líder sul-africano. O Kruger surgiu para defender os animais que estavam a ser vítimas dos exploradores de ouro. "A primeira descoberta de ouro ocorreu em Setembro de 1873, em Pilgrim's Rest e depois em 1881, em Barberton. Caçadores de riquezas correram para a savana, as esperanças de encontrar ouro superando o medo de leões, crocodilos e da malária. Isso iniciou o radical declínio do número de animais selvagens na região devido à caça e o comércio de chifres e peles de animais", conta-se no site www.rhinoafrica.com. A oferta para os visitantes é imensa. Para todas as bolsas e os mais diversos gostos. Das tradicionais visitas de um dia às observações nocturnas, passando por experiências mais duradouras, como safaris de luxo ou direccionados para observar os chamados "big five" (o leão, o búfalo, o elefante, o leopardo e o rinoceronte). Mas também se podem fazer caminhadas, passeios de bicicleta ou em veículos 4x4.

A página oficial do Kruger na internet encarrega-se de explicar a grandiosidades deste parque em número de espécies: 336 árvores, 49 peixes, 34 anfíbios, 114 répteis, 507 aves e 147 mamíferos. Mais números? Aqui ficam eles: 13.000 elefantes, 5.000 girafas, 86.000 impalas, 5.000 rinocerontes, 1.500 leões e 1.000 leopardos.

Um dia de safari  05h00
O despertador toca. É hora de levantar.

05h30
É tempo de se encontrar com o guia que o vai conduzir num veículo 4x4. É a partir desta hora que se observam melhor os animais selvagens. Tanto pode encontrar elefantes a banharem-se no charco como leões. Tudo depende da combinação de dois factores: os conhecimentos do guia e da sorte.

09h30
Regresso da observação matinal. O apetite então ganho poder ser saciado com um pequeno-almoço.

11:00
Muitos hotéis oferecem uma caminhada com um guia armado, o qual conta histórias da savana, identifica insectos e pássaros e enumera propriedades culturais e medicinais de árvores e plantas. Chegado ao hotel, uma opção válida é dar um mergulho na piscina.

13h00
Hora de almoço, que deve fruir ao ar livre.

16h00
O sol começa a pôr-se e é hora para voltar ao veículo 4x4.

16:30
Partida para um novo safari. Com o lusco-fusco, os animais voltam a ficar mais activos e os predadores preparam-se para a caçada.

18h00
O guia oferece bebidas e refrescos, uma tradição dos safaris.

18h30
Quando começa a ficar escuro, o guia recorre a um holofote para encontrar os animais. Os olhos dos animais reflectem a luz e o guia concentra-se em encontrar animais nocturnos, como leopardos, e animais que caçam ao anoitecer, como leões.

19h30
Chegada do segundo safari.

20h00
Hora do jantar. Na maioria dos alojamentos, há diversos lugares para saborear o jantar. Geralmente, o guia janta com os turistas e conta-lhe mais histórias da savana.

Baseado no site www.rhinoafrica.com


Uma viagem, dois destinos

Maputo + Kruger
Oito dias/sete noites
Desde 1.859 euros

1º Dia - Lisboa/Maputo
Comparência no aeroporto de Lisboa, três horas antes da partida. Formalidades de embarque e partida com destino a Maputo.

2º Dia - Maputo
Chegada a Maputo e transfer para o hotel e alojamento no regime escolhidos. Restante dia livre para actividades de carácter pessoal. Aproveite para desfrutar das maravilhosas paisagens.

3º Dia - Maputo
Pequeno-almoço no hotel.
Dia livre para actividades de carácter pessoal. Aproveite saborear as maravilhosas paisagens.

4º Dia - Maputo/Kruger
Pequeno-almoço no hotel.
Em hora a combinar localmente, partida para Kruger. Chegada e transfer para hotel e alojamento no regime escolhidos. Resto de dia livre. Alojamento.

5º Dia - Kruger
Pequeno-almoço no hotel.
Oportunidade de realizar um safari diurno e um safari nocturno.

6º Dia - Kruger
Pequeno-almoço no hotel.
Dia livre para actividades de carácter pessoal. Aproveite para usufruir da beleza natural.

7º Dia - Kruger/Maputo
Pequeno-almoço no hotel.
Em hora a combinar localmente, partida para Maputo. Chegada e transfer para hotel e alojamento no regime escolhidos.
Resto de dia livre. Alojamento.

8º Dia - Maputo
O Pequeno-almoço no hotel.
Dia livre para actividades de carácter pessoal. Aproveite para desfrutar as maravilhosas paisagens.

9º Dia - Maputo/Lisboa
Em hora a combinar localmente, transporte para o aeroporto. Formalidades de embarque e partida com destino a Lisboa.

Oferta disponibilizada pela agência de viagens Soltrópico no seu site






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comentários mais recentes
Pedro Lima Há 4 semanas

www.primaveralodge.co.za primaveralodge@gmail.com se quiserem uma opção mais em conta e com possibilidade de conherem Joanesburgo também

Jorge Há 4 semanas

Outra opção é ir a Joanesburgo em vez de Maputo, e talvez os voos sejam mais baratos. Os hotéis são de certeza. E melhores. E não é necessário vistos.

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