Weekend Quer saber se Costa e Passos Coelho fazem topless? Então leia o Virgolino Faneca

Quer saber se Costa e Passos Coelho fazem topless? Então leia o Virgolino Faneca

Antes de partir em buscas de conchas, Virgolino Faneca elaborou um denso inquérito de Verão o qual responderam um conjunto de personalidadesque se destacam em várias áreas. Há aqui material que nunca mais acaba.
Quer saber se Costa e Passos Coelho fazem topless? Então leia o Virgolino Faneca
Miguel Veterano
Celso Filipe 14 de julho de 2017 às 17:00

Em época de "silly season", o meu destino é zarpar porque só vale a pena ser "silly" quando não se tem concorrência neste mercado. Por isso, citando a magnífica poetisa Natércia Barreto, "já arranjei muito bem/tudo quanto convém/para a praia levar". Contudo, antes de partir em busca de conchinhas para fazer cinzeiros que ofertarei como prenda de Natal, fiz um esforço viripotente materializado num denso questionário, através do qual auscultei a opinião dos nossos famosos sobre a época de veraneio. As respostas são reveladoras e dão para encher várias páginas de revistas do social se a tanto ajudar o engenho e arte. Para recuperar desta demanda hercúlea, vou a banhos, período durante o qual me manterei estoicamente incontactável, para gáudio de todos, presumo. Eis as magníficas perguntas e as telúricas respostas.

 

Qual a melhor companhia para as férias?

António Costa: Marcelo Rebelo de Sousa.

Marcelo Rebelo de Sousa: Uma câmara de televisão e um microfone.

Azeredo Lopes: Gi Joe.

Ana Malhoa: Um tatuador.

Pedro Passos Coelho: General Nhaga.

Jorge Jesus: Bryan Ruiz. Para jogar, já não serve.

José Sócrates: Eu próprio.

Assunção Cristas: Uma caneta para assinar diplomas.

Fernando Medina: Um martelo pneumático.

 

Gosta de fazer topless?

António Costa: Não me sinto confortável.

Pedro Passos Coelho: "Less is more."

General Rovisco Duarte: Só em sítios isolados como os paióis de Tancos.

Jorge Jesus: Que pergunta é essa? Eu estou sempre no top.

Mário Centeno: Cativei essa prática assim que cheguei ao Governo.

Ana Malhoa: Não gosto de revelar a minha intimidade.

Luís Filipe Vieira: Faço quando quero ficar sozinho na praia.

José Sócrates: Já fiz, mas não gostei.

Rui Moreira: Só na ponte aérea da TAP.

Pinto da Costa: Gostar, até gosto, mas a minha mulher proíbe-me.

 

Praia ou piscina?

Luciana Abreu: Desde que não tenham camarões, é-me indiferente.

Marcelo Rebelo de Sousa: As duas têm os seus encantos. Não me obrigue a escolher.

Jorge Jesus: As praias têm muita areia para a minha camioneta.

Jerónimo de Sousa: Depende de quem convida. Há muitos anos que não vou a nenhuma. Não sei porquê.

Carolina Patrocínio: Onde houver uvas sem grainhas.

Pedro Passos Coelho: Nenhuma delas ganhou as eleições.

António Costa: A piscina é a minha praia, sendo que o inverso também é verdadeiro.

Cristiano Ronaldo: Foi por isso que pedi gémeos.

Constança Urbano de Sousa: Tanto faz. Meto água em qualquer lado.

 

E pronto, é isto. Ciente de que assim estou a contribuir para um Verão mais rico do ponto de vista informativo, subscrevo-me com estima,

Virgolino Faneca


Quem é Virgolino Faneca

Virgolino Faneca é filho de peixeiro (Faneca é alcunha e não apelido) e de uma mulher apaixonada pelos segredos da semiótica textual. Tem 48 anos e é licenciado em Filologia pela Universidade de Paris, pequena localidade no Texas, onde Wim Wenders filmou. É um "vasco pulidiano" assumido e baseia as suas análises no azedo sofisma: se é bom, não existe ou nunca deveria ter existido. Dele disse, embora sem o ler, Pacheco Pereira: "É dotado de um pensamento estruturante e uma só opinião sua vale mais do que a obra completa de Nuno Rogeiro". É presença constante nos "Prós e Contras" da RTP1. Fica na última fila para lhe ser mais fácil ir à rua fumar e meditar. Sobre o quê? Boa pergunta, a que nem o próprio sabe responder. Só sabe que os seus escritos vão mudar a política em Portugal. Provavelmente para o rés-do-chão esquerdo, onde vive a menina Clotilde, a sua grande paixão. O seu propósito é informar epistolarmente familiares, amigos, emigrantes, imigrantes, desconhecidos e extraterrestres, do que se passa em Portugal e no mundo. Coisa pouca, portanto.






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