Weekend Yogyakarta: Misticismo e história em Java

Yogyakarta: Misticismo e história em Java

Estão na lista dos maiores templos hindus e budistas do mundo e são um chamariz a uma região culturalmente rica da Indonésia. Prambanan e Borobudur ficarão a fazer parte das ideias de viagem de quem os visita.
Yogyakarta: Misticismo e história em Java
Vanda Cipriano 16 de abril de 2017 às 10:00
A cidade de Yogyakarta, também conhecida entre os locais como Jogja ou Yogya, é a capital da região com o mesmo nome, e é o berço da cultura e da história da ilha de Java, na Indonésia. Quem a escolhe como destino está certamente a pensar numa visita aos míticos e antigos templos de Prambanan e Borobudur, que atraem milhões de turistas por ano à região, ou até mesmo a uma escalada ao Monte Merapi, para assistir ao que resistiu à erupção deste vulcão em 2010.

Quem gosta de sentir a vibração de uma verdadeira cidade indonésia, com tudo o que isso implica - desde motorizadas a cruzarem ruas, até tuc-tuc a buzinarem por todos os lados -, não pode perder uma passagem (prolongada) pela rua Marlioboro, o local onde "tudo" acontece. E onde tudo se vende, aos mais diferentes preços. Roupa barata, comida, batik, malas de viagem, tudo o que possa imaginar amontoa-se à porta das lojas de Jogja. Conhecer o espírito de Java passa também muito por aquilo que conseguir descobrir na sua mais histórica e emblemática cidade. Uma visita ao Palácio Real dar-lhe-á uma visão diferente da cultura de Jogja.

Mas Yogyakarta é, definitivamente, uma cidade marcada no roteiro turístico pela proximidade com dois complexos de templos antigos, daqueles de cortar a respiração. De um lado Borobudur, um local de peregrinação budista, situado a 45 quilómetros da cidade; do outro Prambanan, um dos maiores templos hindus do Sudeste Asiático e Património Mundial da UNESCO.


Prambanan situa-se a apenas 18 quilómetros de Jogja e é alcançável por autocarro ou com um guia - há várias opções na região, mas o site Discover Indonesia é uma boa solução. Uma visita aos 240 templos pode ser demorada, ainda mais se quiser ver também o Candi Sewu, o único templo budista existente no complexo, mas que fica a um quilómetro dos restantes. O dia ficará completo se resistir até à noite e assistir ao espectáculo de ballet "o Ramayna", que conta a história do rei Rama, e que tem o templo iluminado como cenário de fundo.


E depois há o imperdível Borobudur, o maior templo budista do mundo, também património da UNESCO desde 1991. Carrega nele uma história imensa desde o século IX, tendo sido construído, por exemplo, 300 anos antes de Angkor Wat, no Cambodja. As muitas estátuas de budas - as 72 da parte central estão tapadas pelos pagodes - pedem tranquilidade e tempo na visita, pelo que os especialistas aconselham a que chegue pelas 8 horas, quando o templo abre. Se tiver oportunidade, não perca o nascer do Sol, já num amarelo alaranjado, numa montanha em frente ao templo. Terá de sair do hotel por volta das 3 horas da madrugada, mas será difícil arrepender-se. 


Como ir


A viagem mais directa é para Jacarta, capital da Indonésia, também na ilha de Java e situada a 500 quilómetros de Yogya. Não quer dizer que seja a mais acessível. Compare o preço com outras capitais do Sudeste Asiático. Kuala Lumpur, por exemplo, é uma boa opção: tem voos da Air Asia directos para Yogyakarta a 50 euros.

Moeda e língua

A língua oficial é o bahasa indonesia, mas, regra geral, em locais de turismo todos falam inglês. A rupia indonésia é a moeda oficial. 1€: 15.000 IDR. Em relação à segurança, apesar de, para viajantes de primeira vez, parecer inseguro, o país oferece boas condições aos turistas.

Onde ficar

A rua Marlioboro é uma excelente opção para quem quer visitar Yogyakarta. Fica perto do centro da cidade, onde terá várias opções de refeição. Tem hotéis para todos os preços e categorias. Em relação aos templos, a cidade está estrategicamente localizada entre os dois. A entrada em Borobudur custa 18 euros e a de Prambanan fica-se pelos 16 euros.





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