Alternativa aos depósitos: como obter um maior rendimento

Num período em que os retornos dos depósitos estão muito baixos é importante avaliar que alternativas existem para fazer render as poupanças.
Jornal de Negócios
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jng@negocios.pt 27 de agosto de 2018 às 15:27

As taxas de juros oferecidas pela banca aos clientes para atrair depósitos são baixas, o que é explicado pelo contexto internacional de juros baixos. De acordo com o último relatório do Banco de Portugal sobre o mercado de retalho, cerca de 82% dos depósitos oferecidos pelos bancos ofereceu 0,5% ou menos, em 2017. O mesmo é dizer que deixar as suas poupanças num banco terá um retorno nulo, ou quase.

Há algumas alternativas para se conseguir uma rendibilidade mais simpática. Mas na hora de investir, os juros conseguidos não devem ser a única questão a ter em conta, é preciso ter em atenção o risco associado ao investimento em causa e, entre outras questões – nomeadamente custos de comissões – ter em conta as maturidades dos produtos, para o caso de precisar do dinheiro em alguma altura específica.

Entre as opções com menor risco estão os produtos do Estado, como os Certificados do Tesouro Poupança Crescimento (CTPC). Em média este produto rende 1,39%, o que supera a taxa média dos depósitos.

Investimento em produtos de rendimento fixo

Outra alternativa de investimento é a aposta no mercado de obrigações, que, tal como os depósitos, são um produto de rendimento fixo. A DEGIRO oferece a possibilidade de se investir quer em dívida soberana quer em dívida de empresas. O rendimento destes produtos é fixo, e estipulado na altura da emissão. O investidor sabe quanto vai receber – ainda que tenha de ter em atenção as questões fiscais, uma vez que há lugar ao pagamento de IRS ou IRC, imposto de selo e mais-valias – e quando vai receber. Estes produtos têm, por regra, pagamento de juros regulares.

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Investir em obrigações não é mais do que emprestar dinheiro a alguém, seja uma empresa, seja um Estado. Neste sentido, é semelhante a um depósito, que não é mais do que emprestar dinheiro a um banco. Mas, neste caso há um risco acrescido. É que no caso de um banco falir, há a garantia de se recuperar até 100 mil euros por depositante, por banco. No caso dos detentores de obrigações não existe esta garantia. Por isso, se uma empresa falir, a probabilidade de perder a maioria do capital investido é considerável. Por isso, quando se investe em obrigações é recomendado que, dependendo do perfil de risco do investidor, se avalie o emitente dessa dívida. Há instituições mais resilientes do que outras. E, por regra, as dívidas soberanas são mais seguras do que as corporativas.

Alternativa: fundos de investimento

Há também os planos poupança-reforma, sob a forma de fundos. As rendibilidades associadas a estes produtos também costumam ser mais atractivas, em especial num período em que o desempenho dos mercados financeiros seja positivo.

Um das alternativas com maiores potenciais de retorno são os fundos de investimento, ainda que se trate de produtos com um risco mais elevado. Desta forma investirá na bolsa, mas de forma indirecta.

Há vários tipos de fundos, uns mais arriscados outros menos. E os investimentos não são indiscriminados. As gestoras constituem carteiras de investimento e os interessados terão acesso à sua composição, de forma a terem noção do tipo de activos em que estão a investir. Em regra, os investimentos são diversificados, ou seja, estão expostos a vários activos, podem ser acções, obrigações, matérias-primas ou outro tipo de títulos. Desta forma, se uma acção, por exemplo, afundar 20%, o impacto no retorno é minimizado. O mesmo acontecerá no caso de uma acção disparar 20%.

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É possível realizar o investimento neste tipo de fundos através da DEGIRO. E, neste caso, a comissão associada a este investimento é de 7,50 euros, acrescido de 0,10% sobre o valor. Pode consultar mais informações sobre o preçário, aqui.

Ainda assim, é preciso ter em conta que quando se faz este tipo de investimentos não se tem noção do retorno potencial. Ninguém sabe à partida se incorre em perdas ou em ganhos acentuados.

Avalie os riscos

Neste tipo de soluções, o cliente poderá escolher o nível de risco que quer correr. Há fundos com riscos menores e outros maiores. E, mesmo em caso de perdas, o cliente poderá manter os seus investimentos nesse fundo de forma a tentar recuperar essas perdas com o passar do tempo.

Para dar uma ideia, no ano de falência do Lehman Brothers, as perdas dos fundos foram elevadas, reflectindo o contexto mundial. Quem tinha investimentos neste tipo de produtos e decidiu resgatar o seu dinheiro, deve ter perdido parte do capital investido. Mas quem decidiu (e conseguiu) manter o dinheiro nos fundos terá tido oportunidade de recuperar das perdas.

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*Este conteúdo foi redigido em cooperação com a DEGIRO.

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