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Banqueiro português António Simões diz que “não é totalmente racional” seguir a Irlanda

O líder do HSBC no Reino Unido afirma, em entrevista ao “Diário Económico” que “ter como objectivo a saída irlandesa” pode não ser “a melhor solução para Portugal” e sugere que devemos “não dramatizar a questão do resgate”.

O poder é um pré-requisito para a corrupção
Negócios negocios@negocios.pt 06 de Janeiro de 2014 às 09:47
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“Ter como objectivo a saída irlandesa não é totalmente racional, porque pode não ser possível ou pode não ser a melhor solução para Portugal”. Quem o diz é António Simões, banqueiro português que lidera desde 2012 o HSBC no Reino Unido, notando, em entrevista ao “Diário Económico”, que para Portugal sair do programa de ajustamento “as exigências do programa cautelar ou do mercado podem ser as mesmas”.

 

“A Irlanda tem uma percepção melhor porque é uma economia mais competitiva e porque, além do sector bancário, tudo está a funcionar. Temos de tentar não dramatizar a questão do resgate porque não é o fim do mundo”, afirmou o gestor na mesma entrevista. Segundo António Simões, no caso português “o mercado também vai exigir uma disciplina quase tão rigorosa como o próprio programa cautelar”.

 

O banqueiro do HSBC frisa ainda que é necessário ter “alguma cautela” quanto à Irlanda “porque ainda não é óbvio que tenha de facto conseguido sair” (do programa de resgate). “Há duas questões importantes, os testes de stress aos bancos irlandeses e o ‘asset quality review’, que ainda não foi feito”, assinala António Simões.

 

Na entrevista ao “Diário Económico” o mesmo responsável fala sobre a banca portuguesa, notando que é “um sector relativamente concentrado, muito doméstico, com a excepção do Santander”, mas sublinhando que “a banca portuguesa não é a génese do problema, mas tem de ser parte da solução”.

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