Ajuda Externa Barroso confiante na saída de Portugal do programa de assistência financeira em Maio

Barroso confiante na saída de Portugal do programa de assistência financeira em Maio

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, manifestou-se hoje confiante em Atenas que Portugal sairá do programa de assistência financeira em Maio, conforme estima o Governo português, considerando que a Europa “já passou pelo pior da crise”.
Barroso confiante na saída de Portugal do programa de assistência financeira em Maio
Lusa 08 de março de 2014 às 15:55

José Manuel Durão Barroso discursava na sessão de encerramento da sexta Cimeira Europeia das Regiões e das Cidades, que decorreu entre sexta-feira e hoje na capital da Grécia, Atenas, e foi dedicada à recuperação económica e importância das regiões para a retoma europeia.

 

“A prioridade absoluta é emprego, emprego, emprego. Para isso precisamos de crescimento. Já passámos pela parte mais difícil da crise, já esta atrás de nós”, afirmou.

 

“A Irlanda já deixou o programa [de assistência financeira], Portugal vai deixar em Maio e a Grécia teve o primeiro saldo primário positivo, o que não acontecia há anos”, disse Durão Barroso.

 

O Governo liderado por Pedro Passos Coelho estima a saída do programa de assistência financeira a 17 de Maio, embora ainda não tenha decidido sobre o tipo de saída, com ou sem programa cautelar.

 

O presidente da Comissão Europeia mostrou-se confiante com o futuro da Grécia, dos “chamados países economicamente vulneráveis, da União Europeia ea da zona euro”.

 

No entanto, admitiu que, no caso português, “ainda há grandes problemas” como o desemprego, mas reforçou a sua “esperança em que Portugal saia do programa em maio.

 

Além da confiança nos países sob assistência financeira, o presidente da Comissão Europeia deixou também a sua confiança no euro.

 

“Não é justo dizer que foi o euro que criou esta situação. A crise foi resultado da irresponsabilidade dos mercados financeiros”, afirmou.

 

Num discurso contra os estereótipos na União Europeia, Durão Barroso pediu uma ação conjunta contra “os mitos e caricaturas da Europa”, elogiando Portugal e a Grécia que, considerou, “não é menos capaz de ser bem-sucedida”.

 

O presidente da Comissão Europeia refutou discursos extremistas: “Está na moda ser contra a Europa”, disse.

 

 




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