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Barroso quer aumento do fundo de estabilização do euro

Na carta hoje enviada aos líderes europeus, o presidente da Comissão Europeia diz que é preciso reavaliar rapidamente "todos os elementos" do fundo do euro para garantir que este está "equipado" para lidar com os riscos de contágio. Porque “é evidente que não estamos mais a gerir uma crise limitada à periferia da Zona Euro".

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 04 de Agosto de 2011 às 12:18
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Neste momento “é evidente que não estamos mais a gerir uma crise limitada à periferia da Zona Euro”.

A constatação, sem rodeios, é feita por Durão Barroso na carta enviada hoje aos líderes europeus, em que lhes pede para que rapidamente aprovem as decisões tomadas na última cimeira, mas em que manifesta também o desejo de relançar, o quanto antes, o debate sobre a dotação e o campo de actuação do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF).


“Quero aproveitar a oportunidade para instar a uma rápida reavaliação de todos os elementos relativos ao FEEF, e consequentemente do MEEF [seu sucessor a partir de 2013], de modo a garantir que estes estão equipados com os meios para lidar com os riscos de contágio” da crise soberana, refere a carta de Barroso.

A última cimeira do euro flexibilizou o FEEF, permitindo-lhe, por exemplo, ceder linhas de crédito, a título preventivo e a juros razoáveis, aos países que estejam a ser confrontados com preços exorbitantes nos mercados para se financiarem. Este pode ser um expediente que, numa primeira fase, Espanha e Itália podem deitar mão.

Mas a flexibilização do FEEF – que poderá também financiar a recapitalização de bancos e, em circunstâncias absolutamente excepcionais desenhadas para a Grécia, recomprar dívida no mercado secundário – permanece, de momento, no domínio das intenções: tudo terá ainda de ser aprovado pelas instituições europeias (Conselho de Ministros e Parlamento) e por alguns parlamentos nacionais, designadamente o alemão e o finlandês, onde o programa de ajuda a Portugal esteve em risco de ficar atolado.

E, não obstante as novas atribuições, a dotação do FEEF – que até agora só pode financiar programas de assistência em parceria com o FMI – permaneceu inalterada em 440 mil milhões de euros. Valor que muitos consideram manifestamente insuficiente para servir de “rede” a um qualquer “peso-pesado” do euro, como é o caso de Espanha ou de Itália.

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