Ajuda Externa Bruxelas queixa-se de falta de colaboração do Governo durante a última avaliação

Bruxelas queixa-se de falta de colaboração do Governo durante a última avaliação

A Comissão Europeia acusa o Governo português de lhe fornecer informação com muito atraso, impedindo uma análise prévia dos dados.
Bruxelas queixa-se de falta de colaboração do Governo durante a última avaliação
Reuters
Nuno Aguiar 22 de dezembro de 2014 às 14:00

A crítica aparece logo no segundo parágrafo da avaliação da Comissão Europeia ao período pós-programa de ajustamento. E não é nada simpática. "Embora tenham existido discussões abertas e construtivas durante a missão de 'vigilância pós-programa', a preparação [da avaliação] enfrentou dificuldades devido a atrasos na entrega de dados e informação pelas autoridades que, em muitos casos, ocorreu apenas durante as reuniões."

 

Ou seja, Bruxelas dá a entender que não teve tempo para se preparar convenientemente nem para fazer uma análise mais profunda dos números relacionados com a economia nacional. Uma crítica que nunca tinha estado presente em documentos anteriores.

 

O tom mais agressivo do que em situações anteriores não se reflecte apenas nessa frase isolada. Embora elogie a maior facilidade de financiamento e algumas reformas orçamentais, o documento é bastante crítico em relação ao progresso das reformas estruturais e aos planos do Governo para reduzir o défice em 2015, nomeadamente o papel do combate à fraude e evasão fiscal.

 

"As 'yields' soberanas continuam baixas, em linha com os desenvolvimentos da Zona Euro e o financiamento de mercado normal está a ser gradualmente restaurado. Ainda assim, a recuperação económica está limitada por elevados níveis de dívida no sector público e privado e por um ambiente externo cada vez mais fraco, o que sublinha a necessidade de mais ganhos de competitividade", lê-se no resumo da avaliação. "O ritmo de consolidação orçamental foi negativamente afectado por vários factores extraordinários ["one-off"], apesar do comportamento forte da receita. Além disso, esforços para reduzir o défice orçamental estrutural abrandaram claramente. O progresso nas reformas estruturais perdeu ímpeto, com ritmos de implementação em diferentes em cada área [de actuação] política."




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