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Bruxelas diz que plano de resgate à Grécia não prevê incumprimento

A Comissão Europeia insistiu hoje que o novo plano de resgate à Grécia, que integra credores privados, não implica um incumprimento, depois da agência de notação financeira Standard & Poor"s ter alertado do contrário.

Lusa 04 de Julho de 2011 às 13:50
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"O objectivo repetido pelos ministros da Economia da Zona Euro é precisamente evitar uma situação deste tipo [incumprimento do pagamento da dívida externa]", disse Amadeu Altafaj, o porta-voz do comissário europeu para os Assuntos Económicos e Monetários.

A agência de "rating" Standard & Poor's considerou hoje que o plano que a União Europeia e os credores privados estão a discutir para resolver a questão da dívida grega pode ser considerado um "incumprimento selectivo".

O cenário "conduzirá provavelmente a uma falta de pagamento de acordo com os nossos critérios", alertou a Standard & Poor's, em comunicado.

Amadeu Altafaj sublinhou que "ainda não se optou por nenhum modelo concreto de envolvimento do sector privado num segundo programa para a Grécia" e disse que as diferentes opções estão ainda em fase de estudo com as instituições financeiras privadas, considerando assim que "não há razão para precipitações".

Altafaj referiu ainda que a reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro, na próxima segunda-feira, vai estruturar os principais elementos do plano de resgate à Grécia, enquanto os critérios de integração do sector privado poderá levar ainda mais algumas semanas.

O porta-voz prometeu ainda que "os elementos fundamentais do plano deverão ser claros para o mercado antes do verão".

A proposta do novo plano de resgate inclui o reinvestimento, pelas instituições privadas, sobretudo a banca, de 70% do montante a pagar pela Grécia na maturidade da dívida, do qual 50% seria colocado em dívida pública grega a 30 anos e os restantes 20% colocados, como garantia, num veículo de investimento.

A Standard & Poor's considera que estas duas opções levariam a um "incumprimento selectivo" de pagamentos, porque estes não são estritamente uma troca da dívida mas "quase uma "reestruturação".
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