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Cavaco Silva: Portugal deve-se regozijar com decisão da Irlanda

O presidente da República afirmou hoje, em Braga, que Portugal se deve regozijar" com a decisão da Irlanda em recusar um programa cautelar depois de terminado o período de ajustamento.

27.º - Aníbal Cavaco Silva 
Volta a subir na lista, após intervenção política de fundo durante a crise no Governo durante o Verão.
Miguel Baltazar
Negócios com Lusa 15 de Novembro de 2013 às 15:18
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"Nós devemos regozijarmo-nos com esta decisão da Irlanda porque é a prova de que a União Europeia pode ultrapassar as suas dificuldades", afirmou Cavaco Silva, à margem de uma visita ao mosteiro de S. Martinho de Tibães.

 

A Irlanda vai ser o primeiro país a abandonar um programa de assistência da União Europeia e FMI no dia 15 de Dezembro, ao prescindir de uma linha de crédito de emergência do Mecanismo Europeu de Estabilidade e do apoio do BCE. Passará a contar apenas com o financiamento privado nos mercados.

 

Segundo Cavaco Silva, se Portugal se comparar com a Irlanda, o resultado é positivo para o nosso país mas, ainda assim, "a Irlanda tem mais apoio por parte dos mercados" do que Portugal.

 

"Felicito o povo irlandês que passou por sacrifícios muito semelhantes aos que os portugueses

Se fizermos a comparação entre a Irlanda e Portugal constatamos que o défice orçamental é menor em Portugal do que na Irlanda
 
Cavaco Silva

têm suportado e que agora vêm sinais de um futuro melhor", disse, lembrando que o "grande desafio" de Portugal é completar o programa de ajustamento com "sucesso".

 

Alias, o Presidente da República considerou que Portugal até tem uma realidade mais favorável que a Irlanda.

 

"Se fizermos a comparação entre a Irlanda e Portugal constatamos que o défice orçamental é menor em Portugal do que na Irlanda, que o valor da divida pública é semelhante nos dois países, que o crescimento económico é semelhante nos dois países quando consideramos o PIB", apontou.

 

O Presidente questionou assim o porquê da diferença de tratamento entre os dois países adiantando explicações.

 

"Há uns autores que dizem que se deve ao facto do crescimento potencial da Irlanda ser maior do que o de Portugal, outros que se deve ao facto de o ambiente político e social na Irlanda ser menos crispado do que em Portugal, outros que é um pais anglo-saxónico, outros que é porque a Irlanda tem um forte apoio dos bancos americanos", referiu.

 

 

 

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