Ajuda Externa Klaus Regling: "Com rede de segurança de financiamento, linha cautelar pode não ser necessária"

Klaus Regling: "Com rede de segurança de financiamento, linha cautelar pode não ser necessária"

O presidente do Mecanismo de Estabilidade Europeu (MEE) admite que o recurso de Portugal a uma "linha de crédito cautelar pode não ser necessário", se o País conseguir a folga de financiamento que está a preparar. No limite, esta "rede de segurança" facilitará uma saída acompanhada do programa da troika, afirma ao "Diário Económico".
Klaus Regling: "Com rede de segurança de financiamento, linha cautelar pode não ser necessária"
Negócios 25 de fevereiro de 2014 às 09:01

"Uma rede de segurança ajuda à confiança do mercado – pudemos ver algo de muito semelhante na Irlanda. Se ajuda a ter a linha cautelar? Há dois lados para essa questão: por um lado, sim; por outro, nesse caso a linha de crédito cautelar pode não ser necessária."

 

É desta forma que Klaus Regling (na foto), presidente do MEE, o sistema de financiamento de apoio aos Estados-membros da Zona Euro, admite, em entrevista ao "Diário Económico", que Portugal possa sair do programa de ajustamento da troika sem recurso a um programa cautelar. Ainda assim, o responsável europeu alerta que "é um pouco cedo para decidir" se Portugal deve ter uma saída à irlandesa.

 

Regling explica que a evolução da economia portuguesa pode ajudar. "Portugal fez muitos progressos nas reformas estruturais e no ajustamento orçamental (…). A competitividade

Olho, por exemplo, para onde está Espanha agora – a pagar 3,5% por obrigações a dez anos. A Irlanda ainda menos. É para aí que Portugal deve ser capaz de ir ao longo do tempo.
 
Klaus Regling
Presidente do MEE

melhorou, as exportações estão a crescer, o défice externo desapareceu… São bons indicadores de que a economia está a caminhar na direcção certa (…) Espero que as reformas continuem, porque vão contribuir para o bom desempenho económico."

 

No entanto, alerta que "depende tudo da situação do mercado. Os mercados são voláteis, por isso não sabemos como vamos estar daqui a três meses. Também depende da continuação das reformas em Portugal (…). Os mercados vão tomar nota disso".

 

Quanto ao nível de custo de financiamento seguro para Portugal dispensar um programa cautelar, o líder do MEE recusa "dar um número exacto". Mas dá como exemplo as taxas de juro que estão a ser pagas por outros países que tiveram apoio externo. "Olho, por exemplo, para onde está Espanha agora – a pagar 3,5% por obrigações a dez anos. A Irlanda ainda menos. É para aí que Portugal deve ser capaz de ir ao longo do tempo." 




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