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Comissão Política do CDS-PP manifesta "alguma preocupação" com metas orçamentais

A Comissão Política Nacional do CDS-PP manifestou hoje "alguma preocupação" com a exequibilidade das metas orçamentais acordadas na sétima avaliação da 'troika', considerando que estas dependem muito da evolução económica europeia.

Miguel Baltazar
Lusa 24 de Março de 2013 às 13:19
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Esta posição foi transmitida aos jornalistas pelo dirigente democrata-cristão Telmo Correia, que foi o porta-voz da reunião da Comissão Política Nacional do CDS-PP realizada na sede nacional deste partido, em Lisboa, entre sábado à noite e hoje de madrugada.

 

"Desta reunião sai uma reflexão, uma avaliação e alguma preocupação sobre que aconteceu nesta sétima avaliação", declarou Telmo Correia. "Depende muito da economia europeia nós sabermos se as metas que saem desta avaliação serão ou não exequíveis. Portanto, há alguma preocupação", acrescentou.

 

Ainda assim, para a Comissão Política do CDS-PP é um "aspecto positivo" que, na sétima avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal, o Governo e a 'troika' tenham acordado mais "flexibilidade temporal" para as metas orçamentais.

 

Segundo Telmo Correia, a direcção política do seu partido apontou como outro ponto positivo que tenha havido "um sinal de possível baixa do IRC".

 

Segundo o deputado e dirigente democrata-cristão, nesta reunião da Comissão Política do CDS-PP foi também manifestada preocupação quanto à evolução da economia, do desemprego e do investimento.

 

"É fundamental nós conseguirmos conciliar o nosso objectivo fundamental, patriótico, da independência financeira, da recuperação da soberania financeira de Portugal, com um espaço para a economia, para o crescimento económico. Deve ser uma preocupação central da política nacional", defendeu.

 

Da sétima avaliação da execução do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal resultou uma revisão das metas de redução do défice das contas públicas, tendo sido concedido mais um ano para que este fique abaixo dos 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

 

A meta deste ano foi revista de 4,5% para 5,5%, a meta de 2014 passou de 2,5% para 4%. Para 2015 foi estabelecida uma meta de 2,5%.

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