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Dijsselbloem: “Portugal ainda tem muito para fazer” nomeadamente “reformas estruturais”

O presidente do Eurogrupo considera que “é cedo” para saber se Portugal vai precisar de um segundo plano de assistência financeira.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 21 de Outubro de 2013 às 10:31
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Jeroen Dijsselbloem considera que Portugal ainda tem “muito para fazer” nomeadamente no que diz respeito às reformas estruturais que permitiam ao País ser mais competitivo.Em entrevista ao jornal espanhol “El Pais”, e quando questionado se haverá um segundo resgate a Portugal e um terceiro à Grécia, o presidente do Eurogrupo argumenta que “é cedo para dizer”. “A Grécia melhorou do ponto de vista fiscal, mas ainda tem muito para fazer, como Portugal: basicamente, reformas estruturais para voltarem a ser países competitivos”, acrescentou.

É cedo para dizer" se Portugal vai precisar de um segundo resgate
 
Jeroen Dijsselbloem

 

Ainda assim, o responsável afirma “estar mais optimista” que no passado “em especial se conseguirmos que haja uma certa estabilidade política em toda a Europa”. Até porque, lembra, “ninguém investe num país em que a estabilidade [política] está em questão”.

 

Quanto à evolução da situação económica e financeira em Espanha, o presidente do Eurogrupo revelou estar “muito optimista”. “A base industrial e económica existe e as reformas estão a funcionar”, acrescentou.

Assume, contudo, que as melhorias económicas ainda não são visíveis na economia real, mas destaca que a “recessão acabou, as exportações sobem” por isso “insisto que estou optimista em relação a Espanha”.

 

Em relação ao programa de assistência à banca espanhola, Dijsselbloem sustenta que é “provável” uma saída tranquila “sem medidas cautelares”. “A questão é se os bancos espanhóis podem sobreviver sozinhos e há provas que têm acesso aos mercados. Com isso assegurado, Espanha não precisa de fundos europeus”, sustenta.

 

Um outro tema abordado na entrevista ao “El Pais” foi a União Bancária. Jeroen Dijsselbloem defende que “há quem tenha dúvidas se vamos até ao fim: a minha mensagem é que vamos fazê-lo”.

 

“Desde o princípio que o objectivo foi romper com o círculo vicioso entre a banca e a dívida soberana com ajuda dos mecanismos europeus, com aconteceu em Espanha. Depois do episódio de Chipre, ficou claro que alguma coisa tinha mudado: o sector financeiro tem de pagar pelos riscos que assume e quando surge um problema a pergunta já não pode ser se quem vai pagar é um Governo de um país da Zona Euro: o debate agora é se quem vai pagar é o sector público ou o privado”, afirmou.

 

 

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