Ajuda Externa Draghi garante que Portugal terá mais um programa a seguir ao actual resgate

Draghi garante que Portugal terá mais um programa a seguir ao actual resgate

O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, afirmou que Portugal vai ter um programa para o período de transição após a conclusão do actual programa de resgate da troika, mas que ainda não está decidida a sua forma.
Draghi garante que Portugal terá mais um programa a seguir ao actual resgate
Lusa 16 de dezembro de 2013 às 19:34

"No período de transição, haverá um programa. Haverá um programa adaptado à situação durante esse período de tempo, e temos de ver que forma este programa irá assumir", afirmou Mario Draghi.

 

O líder do BCE respondia a perguntas formuladas pelo eurodeputado do CDS-PP Diogo Feio, durante uma audição na Comissão de Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, em Bruxelas.

 

O italiano não adiantou a forma do programa, mas garantiu perante os deputados europeus que esse programa acontecerá, numa altura em que o Governo português diz que ainda não começou a negociar com os parceiros europeus e que ainda irá avaliar se a estratégia a seguir será um programa cautelar, ou outro tipo de programa, ou uma saída do programa como a Irlanda decidiu recentemente, sem rede de segurança.

 

A ministra das Finanças de Portugal, Maria Luís Albuquerque, afirmou esta segunda-feira que "não há uma receita para sair do programa". "Terá de ser feita uma ponderação das circunstâncias", afirmou a responsável durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados da 10ª avaliação da troika.

 

A saída do programa de ajuda externa irá depender não só, das condições de um programa cautelar, mas também da evolução das taxas de juros da dívida portuguesa.

 

"Um programa cautelar funciona com um sistema de seguro e, nesse caso, teremos que ter em consideração o prémio de seguro a pagar", referiu a ministra das Finanças.

 

Já quanto às taxas de juro da dívida pública no mercado secundário, Maria Luís Albuquerque referiu que será importante analisar, não só o seu valor absoluto, mas também a diferença face às obrigações alemãs.

 

A responsável pela pasta das Finanças fez, porém, questão de sublinhar que continuam a existir "incertezas" que não permitem uma redução das taxas de juro da dívida pública. 

 

(Notícia actualizada às 19h42 com declarações da ministra das Finanças)




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