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EUA poderão financiar fundo de protecção do euro

A Reserva Federal pondera juntar-se aos bancos centrais dos 17 países do euro para canalizar verbas para um fundo do FMI destinado a proteger a moeda europeia. Geithner reúne-se amanhã com Draghi em Frankfurt.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 05 de Dezembro de 2011 às 13:32
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Depois de ter ameaçado que não meteria “nem mais um cêntimo” na defesa do euro, Timothy Geithner terá refeito as contas e chegado à conclusão de que os Estados Unidos terão muito mais a perder com uma vaga de “defaults” na Europa, que poria (ainda mais) em perigo o euro e de vários bancos norte-americano, que negociaram o essencial dos seguros de crédito (CDS) contra o incumprimento de soberanos europeus.

Segundo noticia hoje o diário alemão “Die Welt”, a Reserva Federal norte-americana poderá juntar-se aos 17 bancos centrais dos países do euro para canalizar verbas para o Fundo Monetário Internacional (FMI) que, por sua vez, estará a preparar um veículo financeiro específico para, juntamente com o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) acudir a Estados do euro incapazes de se financiarem nos mercados.

Esse veículo seria montado em moldes idênticos aos seguidos pelo FMI na década de 70 para auxiliar os países mais atingidos pelos choques petrolíferos. O jornal escreve que esse é um dos assuntos que traz amanhã o secretário de Estado do Tesouro norte-americano a Frankfurt, onde se encontrará com Mário Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE).

O reforço dos meios do FMI, juntamente com a alavancagem do FEEF, deverão permitir à Europa anunciar que dispõe de pelo menos um bilião de euros para proteger a sua moeda, atingindo o valor prometido na cimeira de 26 de Outubro. A expectativa europeia é que uma "bazuka" carregada com este volume de munições se revele, por fim, suficientemente para acalmar os receios dos investidores nervosos e neutralizar os especuladores, garantindo que o euro veio para ficar.

O jornal confirma o que também hoje afirmou o porta-voz de Angela Merkel: o financiamento desse fundo por parte dos bancos centrais do euro (no caso português, o Banco de Portugal; no alemão, o Bundesbank) pode ser encaixado nos Tratados europeu. Já se fosse o Banco Central Europeu a fazê-lo, dificilmente não constituiria uma violação da legislação.

A chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy estão hoje reunidos em Paris, sendo provável que a parte mais imediata da resposta à crise seja abordada. A agenda do encontro prende-se, porém, com o médio prazo. Depois de ambos terem acordado na necessidade – e na urgência – de uma maior integração das políticas orçamentais dos países do euro, Merkel e Sarkozy procuram hoje afinar as suas posições, para apresentarem uma proposta comum na cimeira europeia desta quinta e sexta-feira, que poderá forçar à revisão dos Tratados europeus.


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