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Ferreira Leite diz que saída limpa custa 25 vezes mais do que programa cautelar

Ex-ministra das Finanças lamenta que a saída do programa de ajustamento esteja a ser usada como “arma de arremesso eleitoral”. Partido Socialista está a recorrer a esta arma porque admite não ganhar as eleições, sublinha.

Pedro Elias/Negócios
Negócios 31 de Janeiro de 2014 às 09:18
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Manuela Ferreira Leite defende uma saída do programa de assistência financeira por meio de um programa cautelar, porque é a opção que melhor defende o interesse nacional, de acordo com a ex-governante. Ferreira Leite critica ainda o facto de a saída do programa estar a ser usada como arma eleitoral. E não poupa críticas ao Partido Socialista.

 

“Lastimo imenso que o interesse nacional esteja mais uma vez subordinado aos interesses eleitorais. A preparação de uma saída à irlandesa é muito mais onerosa para o País do que se fosse através de um programa cautelar. Este ponto não pode deixar de estar em cima da mesa, quando se pedem tantos sacrifícios aos portugueses”, referiu a ex-ministra das Finanças no seu comentário semanal na TVI24.

 

Ferreira Leite admite que uma saída limpa pode custar 25 vezes mais ao País do que um programa cautelar.

 

“Se houver um programa cautelar aquilo que tem de se pagar como seguro anda na ordem dos 30 milhões de euros, e aquilo que serão os encargos correspondentes aos empréstimos que estamos a contrair para poder financiar 2015 e sair à vontade sem seguro anda na ordem dos 750 milhões. É uma diferença brutal só para fazermos uma flor política”, sublinha.

 

Neste sentido, Ferreira Leite não tem dúvidas em afirmar que a saída do programa de assistência deve ser através do cautelar. “É o que mais defende o interesse do País, e se não o fizer não vejo outro fundamento a não ser uma questão eleitoral”, reforça.

 

Para a social-democrata, o maior partido da oposição tem, neste ponto, “uma culpa enorme”, que se justifica, no seu entender, pelo receio de perder as eleições. “O facto de argumentar contra o governo com o papão do programa cautelar, significa que está a pôr o interesse do Partido acima do interesse nacional, porque é impossível que o PS não saiba que é pior para o País ir para um caminho do que ir por outro”, defende. “É sintoma de que o PS admite a hipótese de não ganhar as eleições porque se estivesse muito certo de que ia ganhar não defenderia uma saída sem nenhuma rede”.

 

“É lastimável que a saída do programa seja usada como arma de arremesso eleitoral”, conclui.

 

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