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FMI não se compromete com plano do Governo para 2015

O chefe de missão do FMI diz que recebeu as medidas do Governo, mas ainda não avaliou.

Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 21 de Abril de 2014 às 16:13
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O FMI diz que o único compromisso partilhado com as autoridades portuguesas em termos de política orçamental futura são as metas de défice de 4% em 2014 e 2,5% em 2015. Quanto à forma de lá chegar, e em concreto o plano de redução de défice do próximo ano apresentado pelo Governo há uma semana, a instituição não tem ainda uma posição definida. Por isso mesmo também não se compromete com a garantia do Executivo de que pensionistas e funcionários públicos serão poupados em 2015.

 

Subir Lall, o chefe de missão de Washington para Portugal, foi várias vezes questionado sobre os planos do Executivo para o próximo ano na conferência telefónica desta segunda-feira, 21 de Abril, em que apresentou os resultados da 11ª avaliação. O FMI já avaliou o plano de contenção de 1.400 milhões de euros assente em reduções de despesa nos ministérios e as empresas públicas? A redução de défice de 2015 precisará de contributos adicionais de pensionistas e funcionários? As respostas de Lall não podiam ser mais cautelosas.

 

Sobre os planos do Governo diz que “na próxima avaliação iremos olhar para os detalhes das medidas que permitirão baixar o défice”, pois “ainda não tivemos oportunidade” as analisar com as autoridades. “O que permanece verdade é o compromisso assumido, também com os parceiros europeus”, de ter um défice de 4% este ano e de 2,5% do PIB em 2015, o que corresponde a uma redução do défice estrutural de 1 ponto percentual do PIB, respondeu.

 

“O que faremos na próxima avaliação [que começa terça-feira, dia 22] é discutir as medidas que são propostas”, acrescentou, recusando descansar pensionistas e funcionários públicos de eventuais esforços que possam ser necessários. A avaliação deverá terminar no final de Abril.

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