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França e Espanha baixam juros em leilões de longo prazo

A perda do "AAA" na agência Standard & Poor's continua a não ter efeito no financiamento da dívida pública francesa, que pagou hoje um juro implícito menor em todos os leilões. Espanha voltou a colocar mais do que o previsto.

André Veríssimo averissimo@negocios.pt 19 de Janeiro de 2012 às 10:38
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O Tesouro francês colocou três emissões, num total de 7,97 mil milhões de euros, com maturidades entre 2014 e 2016. Em todas elas o juro pago será menor do que nas anteriores emissões.

No prazo mais curto a “yield” média fixou-se em 1,05%, o que compara com 1,58% no leilão anterior. No mais longo o juro foi de 1,89%, quase menos um ponto percentual que na operação anterior.

Também Espanha foi hoje ao mercado, voltando a colocar um valor superior ao montante indicativo. Foram vendidos um total de 6,61 mil milhões de euros, mais do que os 5,5 milhões previstos.

O país colocou três emissões, com maturidades entre 2016 e 2022. O juro implícito recuou na emissão com prazo mais longo, mas subiu na que termina em 2019.

A procura das obrigações com maturidade em 2016 superou em 3,24 vezes a procura total, o que compara com 1,71 vezes no leilão dos mesmos títulos realizado no ano passado. A procura foi também superior para as obrigações com prazo mais longo.

As taxas de juro no mercado secundário, onde são negociados os títulos após os leilões, estão a recuar no caso da França. Apenas no prazo a dois anos avançam 1,3 pontos, para 0,769%.

Já as “yields” de Espanha estão a subir, avançando entre seis pontos, nos dois anos, e 9,8 pontos, nos dez anos. Neste prazo o juro está nos 5,245%.

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