Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

França: Ifrap sugere poupança de 30 mil milhões para manter "rating" máximo

Ao mesmo tempo que lidera a Europa durante a crise da dívida soberana que afectou as economias da periferia da Zona Euro, França debate-se com a sua própria urgência orçamental.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 19 de Outubro de 2011 às 17:29
O instituto francês de Administração Pública e políticas económicas sugere medidas destinadas a reduzir a despesa e aumentar a receita, que poderão permitir poupanças no valor de 30 mil milhões de euros, segundo o “site” do jornal francês “Les Echos”.

As propostas “para salvar o ‘rating’ de França” passam pelo congelamento do rendimento social mínimo, fusão de institutos de públicos e alinhamento das contribuições para a Segurança Social do sector público com o sector privado, refere jornal que cita o instituto Ifrap, de matriz ideológica “liberal”.

A sugestão aparece um dia depois de a Moody’s ter ameaçado alterar a perspectiva da dívida francesa de “estável” para “negativa” e após o corte em dois níveis do "rating" de Espanha. Para a agência de "rating", o risco de que seja necessário resgatar mais países do euro ou aumentar a dimensão do FEEF pode vir implicar uma redução qualidade creditícia de França.

O instituto sugere também a venda de activos, apesar da redução do seu valor de mercado. Esta medida seria destinada a reduzir a dívida e não o défice orçamental e permitiria angariar 40 mil milhões de euros, segundo o relatório do Ifrap citado pelo “Les Echos”.

"Rating" de França é importante para que FEEF tenha fácil acesso aos mercados de dívida

O aviso da Moody's relativo à dívida de França foi levado a sério pelos líderes europeus e pelo executivo liderado por Nicolas Sarkozy. A redução do "rating" francês poderia ter impacto na capacidade que o Fundo Europeu de Estabilização Financeira tem de captar financiamento nos mercados internacionais.

O ministro da Economia francês, François Fillon, assegurou ontem que vai “responder às necessidades” daquela que é a segunda maior economia da Europa e prometeu reduzir o défice.

Como o FEEF recebe garantias dos países da Zona Euro que são utilizadas para obter financiamento nos mercados de dívida, a redução do "rating" francês iria fazer com que recaísse maior pressão sobre a Alemanha. Mas iria também reduzir a influência que a França tem junto de Ângela Merkel para influenciar as políticas delineadas para que a Europa ultrapasse a crise das dívidas soberanas.
Ver comentários
Saber mais FEEF França Rating dívida Moody's notação financeira garantia economia Europa crise soberana orçamento orçamental
Outras Notícias
Publicidade
C•Studio